Sete estados já apresentaram pedidos de reforço de tropas federais para garantir a segurança nas eleições deste ano. Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e Rio de Janeiro entraram com solicitações de ajuda federal para as votações, diante do avanço de organizações criminosas sobre territórios.
Entre as medidas de segurança em estudo estão o transporte de urnas eletrônicas em veículos blindados e a mudança de endereço de seções de votação em áreas de risco.
No Rio de Janeiro, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aprovou o pedido de reforço feito pelo governo estadual. O presidente do tribunal, desembargador Cláudio de Mello Tavares, afirmou que o estado se encontra em uma situação de controle territorial armado que ameaça a soberania popular. Segundo o tribunal, um em cada quatro moradores vive em áreas de risco.
"Não é de hoje. Há alguns anos, as Forças Armadas já atuaram aqui no nosso estado. Foi um trabalho importantíssimo, porque, quando o cidadão vai votar, precisa ter segurança", disse o desembargador.
O envio das Forças Armadas para reforçar a segurança nas eleições não é automático. Cada Tribunal Regional Eleitoral precisa mapear as vulnerabilidades e apresentar o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dará a palavra final sobre o uso das tropas federais.
As medidas de segurança devem ir além do campo operacional. Outra preocupação no Rio de Janeiro é a infiltração de pessoas ligadas ao crime nos partidos. A Justiça Eleitoral do estado pediu que as legendas façam um filtro nos registros de candidaturas, com o objetivo de impedir a participação de traficantes e milicianos como candidatos.
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