
Avião de pequeno porte cai no Pantanal
Divulgação/Polícia Civil do MS
Peritos investigam irregularidades no avião que caiu na noite de terça-feira (23) em uma área rural do Mato Grosso do Sul, causando a morte de quatro pessoas: o piloto Marcelo Pereira de Barros, os cineastas Luiz Ferraz e Rubens Crispim Júnior, e o arquiteto chinês Kong Jian Yu.
O monomotor Cessna 175, fabricado em 1958, apresentava diversas irregularidades. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o avião não podia voar à noite nem operar como táxi aéreo. A pista utilizada para a decolagem também não tinha autorização para funcionar durante o período noturno.
O voo transportava cineastas que filmavam um documentário sobre o trabalho de Kong Jian Yu, pago por uma produtora de filmes, caracterizando transporte comercial irregular.
O avião já havia sido apreendido em 2019 pela Polícia do Mato Grosso do Sul, por transporte clandestino de passageiros e manutenção irregular, sendo liberado para voar novamente apenas neste ano.
Técnicos do CENIPA, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Força Aérea Brasileira, foram enviados ao local da queda.
A investigação preliminar aponta que o avião caiu logo após o piloto arremeter, uma manobra que pode ter sido motivada por uma rajada de vento ou instabilidade durante a aproximação, segundo Roberto Peterca, especialista em segurança de voo.
Peterca ressalta que operações de táxi aéreo exigem treinamento específico, manutenção rigorosa e componentes extras no avião, reforçando que a aeronave não estava equipada para o voo realizado. As irregularidades apontadas podem ser determinantes para entender as causas do acidente.
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