O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 15% pela quinta vez consecutiva. A decisão frustrou a esperança de que o BC pudesse sinalizar um possível início de corte de juros já em janeiro.
O comunicado oficial do Copom manteve a linguagem considerada "dura", reiterando a necessidade de manter os juros em um patamar "significativamente contracionista por período bastante prolongado".
A análise sobre a decisão do Banco Central é de Juliana Rosa, que destaca os motivos que justificariam o início do corte e aponta o risco de manter a Selic inalterada por tempo demais.
A Espera e o Risco para a Economia
Juliana Rosa ressalta que o risco da espera prolongada é que o "remédio", ao invés de curar a doença (a inflação), prejudique ainda mais o paciente , no caso, a economia brasileira.
A colunista aponta que há motivos para o corte, como:
- A inflação oficial está muito baixa, com alívio disseminado dos preços.
- A economia brasileira está estagnada.
- Empresas e pessoas físicas estão altamente endividadas, sufocadas por uma situação de dificuldade prolongada.
- O Banco Central dos Estados Unidos (Fed) cortou juros, o que ajuda a manter o dólar baixo.
Apesar do cenário e das "pequenas alterações positivas" no comunicado, como uma projeção menor de inflação para os próximos meses , a dúvida sobre o corte de juros em janeiro ainda é grande. O presidente do Banco Central afirmou recentemente que não é preciso alterar o comunicado substancialmente para reduzir os juros.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber


