
Novo bombardeio em Gaza
REUTERS/Ramadan Abed
Nas últimas 24 horas, foram mais de 80 mortos em bombardeios israelenses na Faixa de Gaza. Em Deir Al Balah, na região central do enclave palestino, uma área residencial ficou reduzida a escombros. Entre os mortos estão duas crianças.
Os massacres dos últimos dias provocaram um novo deslocamento em massa. Quase 100 mil palestinos buscaram refúgio na cidade de Gaza, onde tendas improvisadas voltaram a ser montadas.
Os poucos caminhões que entram com kits de ajuda humanitária estão longe de aliviar o drama da fome. Imagens mostram milhares de pessoas - a maioria mulheres e crianças - à espera de um pouco de comida, em uma cozinha humanitária. Muitas delas voltam sem nenhum alimento.
Nesta quarta-feira, durante a primeira audiência geral de seu pontificado, no Vaticano, o papa Leão XIV pediu que Israel permita a entrada de mais ajuda aos palestinos.
“A situação na Faixa de Gaza é cada vez mais preocupante e dolorosa. Renovo meu sincero apelo para que seja permitida a entrada de ajuda humanitária justa e para que se ponha fim às hostilidades”, disse o líder da Igreja Católica.
Mas o que se viu foi o contrário. Um grupo de israelenses tentou bloquear a passagem dos comboios que iam para Gaza, perto da passagem de Kerem Shalom. Os manifestantes foram retirados e presos pela polícia.
Outra cena que provocou reação da comunidade internacional aconteceu na Cisjordânia. Uma comitiva de diplomatas de vários países foi expulsa a tiros por soldados de Israel durante uma visita organizada pela Autoridade Palestina ao campo de refugiados de Jenin.
O governo de Benjamin Netanyahu disse que os disparos foram um alerta porque o comboio estava fora da rota pré-aprovada. A ONU condenou o episódio e os governos de França, Portugal e Itália anunciaram que vão convocar os respectivos embaixadores de Israel para que expliquem o caso.
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