Jornal da Band

Brasil tenta extradição do maior traficante de armas da América do Sul

Argentino conhecido como "Mestre das Armas" foi preso há quase dois anos e é apontado como principal fornecedor de armamento pesado para o PCC e Comando Vermelho

Rodrigo Hidalgo
RODRIGO HIDALGO

30/11/2025 • 18:17 • Atualizado em 30/11/2025 • 18:17

O Brasil busca a extradição de Diego Hernán Dirísio, cidadão argentino apontado pela Polícia Federal (PF) como o maior traficante de armas da América do Sul. Dirísio, também conhecido como o "Mestre das Armas", está preso na Argentina há quase dois anos e é o principal fornecedor de armamento de guerra para as maiores facções criminosas brasileiras, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.

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A Polícia Federal afirma que o poder de fogo das facções criminosas brasileiras aumentou consideravelmente devido à atuação de Dirísio no mercado ilegal de fuzis, metralhadoras e pistolas.

Preso pela Interpol em seu país em fevereiro do ano passado, Dirísio chefiava um esquema internacional que movimentou aproximadamente R$ 1,2 bilhão no período de três anos, com a venda de mais de 43 mil armas e munições.

O esquema de tráfico operava a partir de uma empresa importadora de armas sediada no Paraguai. Esta empresa comprava armamento de fabricantes no Leste Europeu. As armas eram então revendidas ilegalmente a grupos criminosos no Brasil, utilizando empresas de fachada que atuavam inclusive em Miami, nos Estados Unidos.

A descoberta do esquema ocorreu após a apreensão de 25 armas, incluindo dois fuzis, na Bahia. O armamento apreendido teria sido vendido por Dirísio a criminosos naquele estado.

Envolvimento de Cúmplices e Disputa Judicial

Segundo a Polícia Federal, a esposa de Dirísio, a ex-modelo paraguaia Julieta Nardi Aranda, está envolvida no esquema. Ela teria um cargo na empresa de importação de armas no Paraguai e faria o contato direto com fabricantes e autoridades militares no país vizinho.

Dirísio está atualmente no centro de uma disputa judicial entre Brasil e Argentina. O governo brasileiro solicitou a extradição do argentino para que ele seja julgado no país por uma série de crimes graves. Os crimes incluem tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Até o momento, a Justiça argentina ainda não se pronunciou com uma decisão final sobre o pedido de extradição.

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