Novos e intensos ataques de Israel atingiram o Líbano nesta sexta-feira (6), tendo como alvo principal as lideranças do grupo Hezbollah. A ofensiva, que ocorre por ar e por terra, agravou a crise humanitária na região, obrigando milhares de civis a abandonarem suas casas. Segundo estimativas oficiais, mais de 83 mil pessoas já deixaram as zonas de conflito em busca de segurança.
O drama da fuga é compartilhado por brasileiros que residem no país. Romilda Salman relatou à reportagem do Jornal da Band o momento de pânico ao deixar o subúrbio de Beirute: "Pegamos o carro e saímos em disparada. Foi um congestionamento enorme porque estava todo mundo fugindo ao mesmo tempo".
Pressão diplomática e reforço militar
A escalada da violência no Oriente Médio despertou a preocupação de líderes mundiais. O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que o país atua diplomaticamente para que Israel interrompa as operações em solo libanês. Como medida de precaução, a França enviou o porta-aviões Charles de Gaulle para o Mediterrâneo Oriental e prometeu reforçar a cooperação militar com o governo do Líbano.
O Líbano possui uma importância estratégica e histórica tanto para a França quanto para o Brasil, que abriga uma das maiores comunidades de descendentes de libaneses no mundo. Para quem permanece no país, como Nahida, moradora de Beirute, a rotina é ditada pela insegurança: "A gente não sabe o amanhã, acorda e dorme com medo".
Caçada ao Hezbollah
A estratégia israelense de intensificar a caçada a líderes do Hezbollah tem gerado bombardeios constantes em áreas densamente povoadas. As estradas libanesas registram trânsito intenso de famílias que tentam salvar o que conseguem carregar em meio ao caos dos ataques.
A comunidade internacional teme que a situação evolua para uma guerra regional de proporções ainda maiores. Enquanto as negociações diplomáticas avançam lentamente, a população civil, incluindo a expressiva comunidade brasileira, segue enfrentando noites de insônia e dias marcados por explosões.
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