Uma jovem brasileira chegou ao Brasil, resgatada três meses depois de ser vítima de tráfico humano. Aliciada com falsas promessas de emprego, ela foi mantida em cárcere privado e explorada sexualmente por uma rede criminosa internacional em Mianmar, na Ásia.
Mianmar, país no sudeste asiático marcado por conflitos internos, golpes militares e uma economia frágil - cenário que permite o avanço do crime organizado.
Nesse contexto, uma mulher de 22 anos se tornou vítima do tráfico internacional de pessoas. A jovem contou que foi aliciada por uma brasileira que vive em São Paulo com promessas de emprego em cassinos e hotéis. Na região controlada por máfias e grupos armados, ela foi mantida em cárcere privado e explorada sexualmente por três meses.
Sem dinheiro e passando fome, conseguiu pedir ajuda a uma ONG pelas redes sociais e acionou a Polícia Federal. Foi então incluída em uma lista da Interpol, o que permitiu sua localização.
Sem resposta do Itamaraty para o resgate, a ONG pagou cerca de R$ 4 mil em negociação com os próprios criminosos, que a levaram de Mianmar até o Camboja, de onde seguiu para o Brasil. A jovem chegou, na noite deste domingo (8), em Recife.
Em São Paulo, a Polícia Federal prendeu dois chineses, no aeroporto de Guarulhos, e cumpriu mandado de busca na casa da brasileira investigada no esquema.
Em fevereiro, o Jornal da Band mostrou o resgate de Phelipe e Luckas. Os dois receberam a mesma oferta de trabalho, mas ao chegarem em Mianmar foram torturados e obrigados a aplicar golpes pela internet. Vários países começaram operações para resgatar cidadãos traficados pela máfia chinesa. A estimativa é de mais de 20 mil vítimas no país, incluindo brasileiros.
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