O cenário de destruição na Venezuela, agora em seu quinto dia de buscas, guarda histórias de dor e resiliência. Em meio aos escombros de um edifício que colapsou a partir do sétimo andar, um brasileiro --que sobreviveu à tragédia-- mantém o foco em encontrar sua namorada, que continua desaparecida sob os destroços.
Tragédia dura. O prédio desabou do sétimo andar em diante e tudo colapsou aqui. Infelizmente, a minha namorada estava lá e agora o objetivo é encontrar ela. --brasileiro Alan Velazquez
Ao todo, mais de 1.500 resgatistas de 20 países reforçam os trabalhos de buscas. Entre eles, um contingente de mais de 130 brasileiros atua em áreas críticas, utilizando tecnologias avançadas, como antenas especiais da Anatel capazes de detectar sinais de celulares sob os escombros, além de cães farejadores treinados.
Apesar do preparo das equipes, o desafio é extremo. "Começamos o trabalho entrando em edificações com danos estruturais, fazendo escoramentos, trazendo segurança. Por mais que o cenário seja de risco muito alto, é necessário para encontrar essas pessoas com vida", explicou Armin Brown, diretor do departamento de socorro da Defesa Civil.
Assistência humanitária
Paralelamente às operações de busca, a Marinha brasileira instalou um hospital de campanha para suprir a demanda médica local. Com capacidade para realizar cerca de 150 atendimentos diários, a estrutura conta com centro cirúrgico, anestesistas e equipamentos de diagnóstico, como raio-X e ultrassom.
Nesta segunda-feira (29), subiu para 1.719 o números de mortos em decorrência dos dois terremotos de grande magnitude que atingiram a Venezuela na semana passada. Estimativas apontam o número de desaparecidos pode ser superior que 50 mil.
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