Jornal da Band

Cabos de carregamento de carro elétrico viram alvo de furtos

Interesse pelo metal no mercado ilegal impulsiona crimes em estações de recarga pelo país; setor reforça segurança e pede combate à receptação

IGOR CALIAN

28/07/2026 • 19:44 • Atualizado em 28/07/2026 • 20:15

Pontos de recarga de carros elétricos tornaram-se o mais recente alvo de criminosos em várias regiões do Brasil. Atraídos pelo alto valor de revenda do cobre no mercado clandestino, ladrões têm cortado e furtado os cabos dos carregadores em ações rápidas que geram prejuízos e transtornos a motoristas e empresários.

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Ações rápidas registradas em vídeo

Flagrantes de sistemas de monitoramento mostram a agilidade dos criminosos. Em Curitiba (PR), um homem levou menos de 30 segundos para cortar o cabo de um eletroposto com uma serra e fugir. Ocorrências semelhantes também foram registradas em Coqueiros (SC) e em Brasília (DF), onde proprietários e usuários encontraram os conectores cortados e inutilizados.

O atrativo para os criminosos está na fiação dos equipamentos, composta por espessas camadas de cobre, metal bastante valorizado no comércio ilegal de sucatas.

Estratégias de proteção e tecnologia

Diante da onda de furtos, o setor busca alternativas para proteger a infraestrutura. Em alguns pontos de recarga, proprietários passaram a reforçar os cabos com revestimentos em cabo de aço, além de investir em monitoramento em tempo real, reforço na iluminação e câmeras de segurança 24 horas.

No exterior, já são utilizadas tecnologias como capas protetoras impregnadas com substâncias forenses que mancham as mãos do infrator no momento do corte e reagem à luz ultravioleta, facilitando a identificação dos suspeitos pela polícia.

Foco no combate aos receptadores

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) acompanha a situação e defende o fortalecimento do diálogo com as autoridades de segurança pública. Segundo Davi Bertoncello, vice-presidente da entidade, além de dificultar a ação dos executores no local, é fundamental focar no combate a quem compra o material furtado, apontando os receptadores dos metais como os principais alimentadores desse tipo de crime.

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