Dois policiais militares foram presos na Grande São Paulo suspeitos pelo estupro de uma jovem para quem eles deram carona na última segunda-feira (3). As câmeras dos uniformes ficaram desligadas enquanto ela estava na viatura.
Tudo começou quando a mulher pediu ajuda aos PMs em uma avenida de Diadema, dizendo que estava perdida na saída de um bloco de carnaval, e aceitou uma carona. O que aconteceu depois é alvo de duas investigações, uma da Polícia Civil e outra da própria corporação. A jovem de 20 anos gravou o momento em que estava no carro com os dois agentes – segundo ela, as imagens foram feitas após o abuso sexual.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), os policiais foram presos em flagrante por abandono de posto e descumprimento de missão. O cabo James Santana Gomes e o soldado Léo Felipe Aquino da Silva saíram da área de patrulhamento sem autorização por volta das 23h30.
Na Justiça Militar, a prisão foi convertida em preventiva. Outro fato agravante contra eles é que as câmeras corporais dos dois foram desligadas assim que a mulher entrou na viatura. Os equipamentos voltaram a funcionar uma hora depois, quando ela já não estava mais no carro. Em seguida, ela procurou uma delegacia e denunciou o estupro.
No boletim de ocorrência consta que a jovem usa medicamento controlado para depressão e já ficou internada em ala psiquiátrica por cerca de um mês. Ela foi submetida a exame de corpo de delito, assim como os policiais, que também fizeram teste de embriaguez. Os resultados ainda não saíram.
De acordo com informações obtidas pela Band, o soldado já foi considerado inapto em uma avaliação psicológica para ingressar na corporação. Depois, ele conseguiu reverter a decisão na justiça.
Em nota, a defesa dos PMs afirma que a inocência dos dois será comprovada. A corporação diz que “qualquer desvio de conduta será punido com rigor”.
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