Nos Estados Unidos, o cancelamento de um programa de TV esquentou o debate sobre liberdade de expressão no país. O programa de Jimmy Kimmel foi tirado do ar pelo grupo de mídia que controla a emissora ABC, uma das maiores do país.
Famoso por entrevistar celebridades da música e do cinema, o apresentador de TV Jimmy Kimmel, de 57 anos, é o pivô da nova crise política nos Estados Unidos. Na atração, além das entrevistas e esquetes de humor, Kimmel faz um monólogo comentando assuntos do momento.
No programa de segunda-feira, o penúltimo a ser exibido, ele falou sobre o assassinato de Charlie Kirk,em Utah. No comentário, o apresentador afirmou que a execução de Kirk expôs o extremismo sem máscaras do movimento conservador e que esse grupo estava fazendo “de tudo” para ganhar pontos políticos com o caso.
As declarações revoltaram o governo Trump, que era aliado de Charlie Kirk. Depois de pressão da Agência Federal de telecomunicações, a ABC resolvou cancelar o programa de Jimmy Kimmel, uma das maiores audiências no canal.
A decisão foi comemorada por Donald Trump, que negou ter qualquer influência no caso. Durante a visita de estado ao Reino Unido, ele afirmou que Jimmy Kimmel não foi alvo de censura e que a perda do programa foi por falta de talento.
Já opositores de Trump condenaram a medida. O ex-presidente Barack Obama classificou o cancelamento do programa como um risco à liberdade de expressão e afirmou que o episódio mostra a pressão política crescente contra a mídia.
Kimmel, que também já apresentou o Oscar em três ocasiões, estava desde 2003 no ar. Ele ainda não se manifestou sobre o cancelamento do programa. O caso acontece em meio à tensão entre Casa Branca e imprensa.
Desde que voltou à presidência, Trump ampliou processos contra veículos de comunicação. No mais recente, ele cobra uma indenização de US$ 15 bilhões do jornal The New York Times por calúnia e difamação.
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