Jornal da Band

Caneta emagrecedora do Paraguai: mulher é internada em estado grave em BH

Vítima de 42 anos sofreu insuficiência respiratória e problemas neurológicos após uso de medicamento sem registro na Anvisa e sem prescrição médica

Da redação
DA REDAÇÃO

21/01/2026 • 19:52 • Atualizado em 21/01/2026 • 19:52

Uma mulher de 42 anos está internada em estado grave em Belo Horizonte após utilizar uma "caneta emagrecedora" adquirida no Paraguai. Kellen Oliveira Bretas Antunes faz tratamento hospitalar há quase um mês devido a complicações severas causadas pelo uso do produto, que não possuía prescrição médica ou registro nos órgãos reguladores brasileiros.

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Após a aplicação do medicamento irregular, a paciente desenvolveu um quadro de insuficiência respiratória e problemas neurológicos. O caso acende um alerta sobre os riscos do comércio ilegal de substâncias para perda de peso e a importância da fiscalização rigorosa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As canetas trazidas de países vizinhos muitas vezes não passam por testes de eficácia ou segurança. Quando o remédio não é regulamentado pela Anvisa, não existem garantias sobre a procedência dos insumos ou as condições de fabricação, o que coloca a vida dos consumidores em risco direto.

Anvisa proíbe venda de marcas irregulares

A comercialização de medicamentos injetáveis para emagrecimento sem o devido registro é alvo de operações constantes. Somente em Minas Gerais, no ano passado, foram apreendidas mais de 1.400 canetas irregulares. O volume de apreensões reflete o crescimento do mercado clandestino desses produtos no Brasil.

Diante do cenário de perigo à saúde pública, a Anvisa determinou a apreensão e proibiu formalmente a venda de substâncias específicas. Entre os produtos vetados estão as canetas injetáveis das marcas Synedica e TG, que contêm o princípio ativo Tirzepatida.

Conhecidas popularmente como "canetas do Paraguai", essas marcas estavam sendo anunciadas e comercializadas ilegalmente em território nacional. A agência reforça que qualquer produto vendido sem registro oficial deve ser descartado, pois não há controle sobre o que está sendo injetado no organismo do paciente.

Os riscos da automedicação e do uso sem registro

A medicina reconhece o avanço que os novos fármacos injetáveis trouxeram para o controle de doenças crônicas, mas especialistas alertam que o uso deve ser individualizado. Para o médico Rodrigo, ouvido pelo Jornal da Band, essas substâncias são ferramentas importantes para o tratamento da obesidade e do diabetes, desde que utilizadas corretamente.

O especialista explica que toda intervenção médica carrega riscos intrínsecos que precisam ser monitorados por um profissional. Segundo a análise de Rodrigo, o uso sem indicação médica diminui as chances de benefício real ao paciente e aumenta, de forma relativa, as chances de efeitos colaterais graves e complicações sistêmicas.

Para garantir um processo de emagrecimento seguro e eficaz, a recomendação das autoridades de saúde e de especialistas é buscar sempre o acompanhamento médico. Apenas um profissional pode avaliar o histórico do paciente e prescrever medicamentos que possuam registro ativo e procedência garantida nas farmácias brasileiras.

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