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Cantareira opera com 20% da capacidade e crise hídrica avança em São Paulo

Seca leva Cantareira a 20,2% de seu volume; em bairros, a interrupção do abastecimento dura cerca de 10 horas por noite

Márcio Campos
MÁRCIO CAMPOS

05/12/2025 • 20:19 • Atualizado em 05/12/2025 • 20:19

Cantareira opera com 20% da capacidade e crise hídrica avança em São Paulo

Cantareira opera com 20% da capacidade e crise hídrica avança em São Paulo

Agência Brasil

A crise no abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo se agravou devido à seca. O principal reservatório que atende a região está operando com apenas 20% de sua capacidade total. A escassez de chuvas tem feito com que os sistemas de captação operem bem abaixo do normal, gerando a perspectiva de que muitos bairros da capital e entorno possam ficar por mais tempo sem água.

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Para garantir o fornecimento, quem pode está reforçando o estoque doméstico, inclusive com a instalação de caixas d’água extras. Em muitos locais, o desabastecimento é uma realidade diária.

Abastecimento noturno interrompido em bairros

No bairro onde mora Iraci, na Zona Sul de São Paulo, cerca de três mil famílias enfrentam a interrupção do abastecimento de água. O corte ocorre, geralmente, das 19h às 5h (cerca de 10 horas). Quando a água retorna, Iraci enche baldes e galões para estocar e não ficar sem.

A família de Iara também enfrenta a interrupção de cerca de dez horas todas as noites, mas conta com uma caixa d’água para auxiliar no fornecimento durante o período de corte.

Desde agosto, a pressão da água na Região Metropolitana de São Paulo foi reduzida como medida para preservar os mananciais.

Situação dos principais reservatórios

A situação dos principais reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo é a seguinte:

  • Sistema Cantareira: É o maior reservatório e abastece cerca de 20 milhões de pessoas. Opera com apenas 20,2% de sua capacidade.
  • Sistema Guarapiranga: Opera com menos da metade de sua capacidade, registrando 44,4%.
  • Alto Tietê: Está com seu volume abaixo dos 19%, operando em 18,7%.

Para tentar minimizar o problema no sistema Alto Tietê, o Governo do Estado de São Paulo concluiu uma obra de nove quilômetros de tubulação. A nova estrutura bombeia água do Rio Sertãozinho, localizado em Bertioga (Litoral de SP), até a represa em Biritiba Mirim. Espera-se que esta operação aumente o volume d’água do Alto Tietê em 17%.

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