O homem apontado pela Polícia Federal como capanga de Daniel Vorcaro e conhecido pelo apelido de 'Sicário' tentou se matar na tarde de quarta-feira na carceragem da PF em Minas Gerais, em Belo Horizonte, e agora está internado em coma no Hospital João XXIII.
Familiares de Luiz Machado de Mourão foram ao Hospital João XXIII em busca de informações sobre o estado de saúde do detento, cujo apelido 'Sicário' remete ao termo usado para designar assassino contratado ou matador de aluguel.
Cronologia na carceragem da PF
Segundo a PF, Sicário se enforcou na cela 2 da carceragem da Polícia Federal em Minas na tarde de quarta-feira, cerca de uma hora e meia depois de ter sido interrogado no inquérito da Operação Compliance.
De acordo com documentos aos quais o Jornal da Band teve acesso, Luiz Phillipi chegou ao prédio da PF por volta das 9h. Ele começou a ser ouvido ao meio-dia, em um depoimento que durou cerca de duas horas.
Tentativa de enforcamento e socorro
A cronologia interna aponta que, às 15h23, já isolado na cela, o preso foi ao banheiro e atentou contra a própria vida. A ação durou cerca de cinco minutos.
Agentes da equipe de pronta intervenção prestaram os primeiros socorros ainda na cela. Às 15h45, a PF acionou o Samu. Os socorristas chegaram cerca de meia hora depois e reanimaram o preso, que em seguida foi levado para o Hospital João XXIII, onde permanece em coma.
PF investiga caso e envia imagens ao STF
A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio. A corporação afirma que adotou os procedimentos padrão assim que colocou o preso na cela.
Segundo o superintendente da PF em Minas, Richard Mourad, os policiais recolheram objetos como cadarços, cintos e relógios do custodiado, medida usada para reduzir o risco de autoagressões.
Toda a ação na carceragem foi registrada por câmeras do circuito interno. As imagens já foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, relator do caso principal envolvendo Daniel Vorcaro no Supremo Tribunal Federal.
Ligação com milícia privada e versão da defesa
Nas investigações, a PF aponta Sicário como líder operacional de uma milícia privada que Daniel Vorcaro teria criado para intimidar desafetos. Os investigadores afirmam que ele recebia R$ 1 milhão por mês para chefiar a quadrilha.
Responsáveis pelo inquérito também ressaltam que o preso tem longa ficha criminal.
O advogado da família relata que esteve com o cliente momentos antes da tentativa e afirma que ele não demonstrava sinais de abalo emocional. Segundo o defensor, o preso estava “com plenas faculdades mentais”.
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