A Polícia Federal (PF) prendeu, em Brasília, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "o Careca do INSS". A investigação aponta que ele é o pivô de um esquema de fraude que desviou bilhões de reais de aposentadorias e pensões. A prisão foi solicitada pela Justiça devido a suspeitas de que o lobista estaria tentando obstruir as investigações e ocultar patrimônio.
Os agentes da PF chegaram cedo à casa de Antunes, que foi levado para a superintendência para prestar depoimento e fazer exames.
A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao advogado Nelson Williams e ao empresário Fernando Cavalcante, que também são investigados.
Nas buscas, a polícia apreendeu uma série de bens de luxo, incluindo uma Ferrari avaliada em R$ 4 milhões, uma réplica da McLaren de Ayrton Senna, uma coleção de motos, relógios e dinheiro em espécie.
As investigações da Polícia Federal mostram que o "Careca do INSS" era a figura central do esquema, responsável por fazer contato com servidores para facilitar as fraudes em troca de propina.
A PF apurou que ele recebeu mais de R$ 53 milhões de associações envolvidas nos descontos ilegais. Deste montante, R$ 9 milhões teriam sido transferidos para pessoas ligadas ao INSS.
Apesar das acusações, a defesa de Antônio Carlos nega as irregularidades. Para o advogado, seu cliente "nunca foi responsável pela obtenção de dados de aposentados" e que a empresa de Antunes apenas prestava um serviço para as associações.
A prisão, segundo a defesa, é injustificada. Na próxima semana, o lobista será ouvido pela CPMI do INSS. A comissão também aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Antunes.
Texto gerado artificialmente e revisado por jornalistas de Band.com.br
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