Jornal da Band

Caso Epstein: documentos revelam e-mails de Musk e fotos de ex-príncipe

Arquivos com 3 milhões de páginas detalham como o magnata se infiltrou na elite mundial; Donald Trump nega amizade com predador sexual

Beatriz Ferrete
BEATRIZ FERRETE

02/02/2026 • 20:12 • Atualizado em 02/02/2026 • 20:12

A divulgação de um novo lote de arquivos sobre o caso Jeffrey Epstein nos Estados Unidos reforça a extensa rede de influência construída pelo predador sexual entre políticos de alto escalão, empresários bilionários e celebridades.

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O material, que soma mais de três milhões de páginas, revela como Epstein utilizou sua fortuna — oriunda de consultoria financeira — para se infiltrar nos círculos mais poderosos das Américas e da Europa, onde cometia abusos sexuais. Segundo os documentos, essas conexões persistiram mesmo após o financista ter sido condenado por crimes sexuais em 2008.

Mensagens de Musk e registros da realeza

Entre os novos registros, destaca-se a troca de e-mails entre o bilionário Elon Musk e Epstein em 2013. Nas mensagens, Musk questionava quando poderia visitar a ilha privativa de Epstein no Caribe, local conhecido por receber convidados acompanhados de jovens recrutadas pelo magnata, muitas delas menores de idade. Após a publicação dos arquivos, Musk, que já havia negado envolvimento em atos ilícitos anteriormente, afirmou ter recusado os convites para viajar ao local.

Os arquivos recém-divulgados trazem ainda fotografias do ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, em uma situação comprometedora: ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão. As imagens foram divulgadas sem explicações detalhadas adicionais. Vale lembrar que Andrew foi destituído de todos os seus títulos reais no ano passado justamente devido aos seus laços históricos com Epstein.

Reações políticas e o desfecho de Epstein

O presidente americano Donald Trump também é citado centenas de vezes nos documentos. Trump, que sempre negou qualquer irregularidade em sua relação com o financista, voltou a se manifestar nesta segunda-feira. O republicano reafirmou que não era amigo de Jeffrey Epstein e assegurou que nunca visitou a ilha privativa do magnata no Caribe.

Jeffrey Epstein morreu na cadeia em 2019, na cidade de Nova York, enquanto aguardava julgamento por novos crimes de tráfico sexual. A continuidade da exposição de sua rede de contatos evidencia o núcleo do escândalo: a conivência e a proximidade da elite política e empresarial com o criminoso ao longo de décadas.