
Henry Borel
Reprodução
Depois de dez dias de julgamento, a sentença aos envolvidos no caso Henry Borel pode sair ainda nesta quarta-feira (3). Encerradas as alegações de defesa e acusação, o processo entrou na fase de réplicas e tréplicas, etapa que pode durar até quatro horas.
A expectativa é de que a decisão saia até o fim da noite ou início da madrugada, mas a juíza também pode encerrar a sessão e retomar os trabalhos amanhã com o resultado.
Concluída a fase de debates, os sete jurados sorteados — cinco homens e duas mulheres — vão se reunir para definir se os réus são culpados ou inocentes pela morte do menino.
Durante esta etapa, o promotor Fábio Vieira afirmou que a mãe de Henry, Monique Medeiros, ignorou os sinais de que o menino sofria violência. Um dos advogados de Monique sustentou que não há provas de que ela contribuiu para a morte do filho e ressaltou que ela não estava presente nos três episódios de tortura apontados pela acusação.
A defesa de Jairinho, por sua vez, afirmou que a investigação foi conduzida fora da legalidade e rebateu o depoimento de um médico psiquiatra que classificou o réu como sádico e disse que ele sente prazer em causar dor em crianças.
No fim dos interrogatórios, na terça-feira (2), Monique disse pela primeira vez acreditar que o padrasto matou Henry. No mesmo dia, no nono dia do julgamento, Jairinho se recusou a responder às perguntas da juíza, da acusação, da defesa de Monique e dos jurados, respondendo apenas aos questionamentos feitos pela própria defesa.
Em seu depoimento, o ex-vereador admitiu que brincava de dar rasteira em Henry e que o segurava pelos braços, mas afirmou que Monique e outras pessoas presenciavam essas situações. Jairinho negou as acusações de agressão contra a criança.
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