Jornal da Band

Caso Joana Cabral: quais os riscos do jejum intermitente de 60 horas

influenciadora precisou ser hospitalizada após 'apagão' em decorrência da dieta radical

Da redação
DA REDAÇÃO

03/06/2026 • 20:40 • Atualizado em 03/06/2026 • 22:37

Uma prática perigosa disseminada na internet terminou em hospitalização. A influenciadora Joana Cabral foi internada após passar 60 horas sem ingerir qualquer alimento. Ela tentou realizar o jejum intermitente por conta própria, sem a orientação de nutricionistas ou médicos, e acabou sofrendo um "apagão" antes de ser socorrida.

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O caso reacende o debate sobre a busca por resultados estéticos rápidos baseados em desafios encontrados nas redes sociais.

Especialistas alertam que o corpo humano possui duas reservas principais de energia: o glicogênio (curto prazo) e a gordura. Em períodos de jejum prolongado, o estoque de glicogênio é exaurido, o que pode levar a quadros graves de hipoglicemia --a queda brusca nos níveis de açúcar no sangue.

O modelo 16x8 e a necessidade de suporte

Diferente das dietas radicais, o jejum intermitente com embasamento científico, como o modelo 16x8 (16 horas de jejum para 8 horas de alimentação), pressupõe que o indivíduo consuma a quantidade necessária de nutrientes e calorias dentro da janela permitida.

O relato de pacientes que utilizam a técnica sob supervisão médica aponta benefícios como maior disposição e melhora na qualidade de vida. No entanto, a regra de ouro permanece: cada caso é único. O que funciona para um paciente pode representar um risco severo para outro, dependendo do metabolismo, da rotina e do histórico de saúde.

Recomendação: Antes de iniciar qualquer protocolo alimentar que envolva restrição de horários, consulte um nutricionista ou nutrólogo para avaliar se a estratégia é segura para o seu organismo.

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