Jornal da Band

Caso Vitória: Corolla de suspeito preso teria sido usado no sequestro da vítima

Adolescente de 17 anos desapareceu no dia 26 de fevereiro, quando voltava do trabalho para casa, na cidade de Cajamar, perto de São Paulo

RODRIGO HIDALGO

08/03/2025 • 20:32 • Atualizado em 08/03/2025 • 20:32

A equipe da Band acompanhou o momento da prisão de Maicol Antonio Sales dos Santos, dono do carro, modelo Corolla, que teria sido usado no sequestro de Vitória Regina de Souza, de 17 anos. O suspeito argumenta que estava em casa com a namorada, mas ela o desmentiu. Testemunhas disseram ter visto uma movimentação estranha na casa dele, na noite no desaparecimento da jovem.

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Mais cedo, a polícia refez o possível trajeto que a jovem percorreu antes de morrer. Agentes também saíram em busca de um possível cativeiro onde Vitória teria ficado por dois dias antes do crime. Outra parte dos agentes esteve na casa de parentes, em busca de mais informações sobre possíveis conflitos que poderiam esclarecer o assassinato.

A adolescente desapareceu no dia 26 de fevereiro, quando voltava do trabalho para casa, na cidade de Cajamar, perto de São Paulo. Ela foi vista, pela última vez, em um ponto de ônibus, quando relatou a uma amiga que estava com medo.

O corpo de vitória foi encontrado em um matagal, esquartejado, depois de uma semana. O cabelo estava raspado. Dois carros apreendidos podem ter ligação com o crime, mas a perícia não encontrou vestígios de sangue.

Nos próximos dias, deve sair o resultado do exame de DNA feito em fios de cabelo achados em um dos porta-malas. A polícia já ouviu 20 pessoas. Houve acareação. Sete delas seguem sob investigação, inclusive o ex-namorado, que chegou a ter a prisão temporária pedida, mas foi negada pela Justiça por falta de provas.

A suspeita de que Vitória foi vítima de um crime passional ganhou força. Segundo o depoimento de um conhecido dela, esse ex-namorado também mantinha um relacionamento com um homem, e a vítima descobriu tudo.

Uma outra linha de investigação aponta para uma possível ligação com facções criminosas, devido as características da execução.