O Brasil registra um aumento expressivo na circulação do vírus Influenza no início de 2026. Segundo dados da Fiocruz, a propagação do vírus começou mais cedo este ano, resultando em um crescimento acentuado nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Até o momento, o país contabiliza 2.217 internações por complicações da gripe, um número quatro vezes superior aos 537 registros observados no mesmo período do ano passado.
A incidência é mais crítica na região Nordeste, com destaque para os estados do Ceará, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba. No entanto, o avanço da doença também é monitorado no Amapá, Pará, Mato Grosso, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Em São Paulo, o impacto da circulação viral já afeta o calendário escolar; uma instituição de ensino particular na capital paulista precisou suspender as aulas de uma turma específica após a confirmação de um surto de H1N1 entre os alunos.
Estratégia de imunização e grupos prioritários
A campanha nacional de vacinação contra a gripe surge como a principal ferramenta para conter a evolução de casos graves e óbitos. Embora o início oficial em todo o território nacional esteja agendado para este sábado (28), estados como Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais e a cidade do Rio de Janeiro optaram por antecipar o cronograma de aplicação das doses.
A meta do Ministério da Saúde é imunizar 90 milhões de brasileiros. O público-alvo prioritário compreende:
- Idosos acima de 60 anos e crianças de 6 meses a 6 anos;
- Gestantes e mulheres no período pós-parto (puerperas);
- Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e asma;
- Profissionais das áreas de saúde, educação e forças de segurança.
A pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, reforça a urgência da imunização, explicando que o organismo necessita de alguns dias após a aplicação para desenvolver a resposta imunológica completa. Por esse motivo, a recomendação é que os grupos prioritários busquem os postos de saúde o quanto antes.
Reforçando a segurança do imunizante, Luciana Ursini, coordenadora do Programa Municipal de Imunizações (PMI), esclarece que a vacina é composta por vírus inativados — apenas fragmentos que estimulam a defesa do corpo — e, portanto, é incapaz de causar a doença. Os efeitos colaterais, quando ocorrem, são descritos como leves e significativamente menores do que os sintomas de uma infecção natural pelo vírus Influenza.
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