Jornal da Band

Cavalos de raça são usados para lavar dinheiro do tráfico de drogas

Um mercado milionário que envolve apostas, premiações e investimentos

RODRIGO HIDALGO

28/02/2025 • 19:42 • Atualizado em 28/02/2025 • 19:42

Cavalos de raça são usados para lavar dinheiro do tráfico

Cavalos de raça são usados para lavar dinheiro do tráfico

Reprodução/Band

Cavalos de raça usados para lavar dinheiro do tráfico de drogas! Esse foi o alvo de uma operação da Policia Federal no interior de São Paulo.

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Um mercado milionário que envolve apostas, premiações e investimentos. Cavalos valiosos, com alto desempenho em corridas, como o da raça puro sangue inglês, considerada uma das mais rápidas do mundo.

Uma égua puro sangue e um potro também criado para competições foram apreendidos pela polícia federal neste haras em Indaiatuba, no interior de São Paulo.

Juntos, os dois cavalos valem R$ 3 milhões. Para a polícia, a compra dos animais e de um imóvel foi um meio de lavar dinheiro do tráfico de drogas.

A égua puro sangue ganhou uma prova de corrida de mil e quinhentos metros no jóquei clube de São Paulo. A Polícia Federal deve pedir à Justiça que os cavalos sejam leiloados.

De acordo com a investigação, a propriedade foi comprada no ano passado por R$ 25 milhões por dois acusados de envolvimento com o tráfico internacional de cocaína: um deles é Willian Barile Agati, que foi preso em São Paulo, em janeiro.

Neste mês, em uma série de reportagens, o Jornal da Band revelou que até ser preso, Barile ficou no anonimato por 6 anos, se passando por empresário, inclusive negociando a venda de jogadores de futebol.

Barile é acusado de liderar um consórcio entre organizações criminosas do Brasil e da máfia italiana para o envio de cocaína para a Europa a partir do porto de Paranaguá, no Paraná e em aviões particulares.

Em uma gravação interceptada, Barile se refere ao doleiro Tharek Mourad, acusado de ser um dos operadores do esquema de lavagem de dinheiro do grupo criminoso. A Justiça decretou o bloqueio de mais de R$ 30 milhões em bens e contas bancárias dos investigados.

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