Neste domingo (16), os eleitores chilenos vão às urnas para escolher o novo presidente do país, em uma campanha eleitoral marcada pela polarização e pelas preocupações com a segurança pública.
A disputa presidencial de 2025 já é considerada a mais acirrada desde a redemocratização do Chile, nos anos 90, e ocorre em meio a uma queda na popularidade do atual governo.
Quatro candidatos com chances reais de vitória disputam a presidência. Eles representam diferentes alas do espectro político, desde a centro-esquerda até a ultradireita, com as propostas para o combate à criminalidade superando pautas tradicionais como economia, saúde e educação.
Candidatos e o foco na segurança
A campanha presidencial demonstra uma forte polarização, com a segurança pública dominando o debate. A repórter Beatriz Ferrete destaca que os eleitores chilenos estão demonstrando preocupação com a violência nas ruas e o crime organizado.
Os quatro principais candidatos são:
- Jeannette Jara (Centro-Esquerda/Comunista): Com 51 anos, a ex-ministra do Trabalho é, pela primeira vez, a candidata comunista a representar toda a ala de centro-esquerda. Ela lidera as pesquisas, com 33% das intenções de voto no primeiro turno. Em sua atuação no gabinete do atual presidente Gabriel Boric, ela foi responsável pelo aumento do salário mínimo e pela redução da semana de trabalho para 40 horas.
- José Antonio Kast (Ultradireita): O candidato da ultradireita, de 59 anos, aparece em segundo lugar nas pesquisas, com 16,8% das intenções de voto. Católico fervoroso e admirador do general Pinochet, Kast concentrou sua campanha em discursos de linha-dura contra a criminalidade. Ele defende a proibição do aborto e do casamento homoafetivo.
- Johannes Kaiser (Direita Outsider): Com 49 anos, ele se apresenta como um "outsider" da política e promete colocar as Forças Armadas nas ruas para conter a criminalidade.
- Evelyn Matthei (Direita Tradicional): A candidata de 72 anos representa a direita tradicional. Ela já foi ministra do Trabalho do ex-presidente Sebastián Piñera.
No último debate eleitoral, a temática da segurança ganhou tanta relevância que a megaoperação policial do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que resultou em 121 mortes, foi citada pelos candidatos.
Cerca de 15 milhões de chilenos estão aptos a votar neste domingo. O voto voltou a ser obrigatório no país. Além do presidente, o Chile irá renovar a Câmara de Deputados e metade do Senado.
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