Jornal da Band

Cidade chinesa renasce após terremoto devastador e atrai turistas do mundo

Tangshan, destruída por tremor em 1976, aposta em shows, parques revitalizados e tradições para movimentar o turismo em alta na China

Por Redação
REDAÇÃO

12/07/2026 • 07:00 • Atualizado em 12/07/2026 • 07:00

Uma cidade que renasceu depois de um terremoto devastador e hoje recebe turistas do mundo todo tornou-se exemplo de resiliência e de preservação da tradição e da memória na China. Tangshan enfrentou, em 1976, um dos piores terremotos da história, que matou pelo menos 230 mil pessoas, e reconstruiu-se ao longo das décadas até virar destino turístico.

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A retomada é encenada em um show único de luzes e fogos de artifício, com dança e performances que contam a história da chamada "cidade fênix". A lenda da ave que renasce das cinzas se aplica bem ao lugar, que também atravessou guerras civis e invasões estrangeiras.

A apresentação é uma das novidades turísticas em uma parte reformada da cidade, onde parques revitalizados ocupam áreas que antes abrigavam fábricas e ruas comerciais pouco valorizadas.

O movimento acompanha o bom momento do turismo chinês, que bate recordes ano após ano. Em 2025, o país recebeu 82 milhões de visitantes estrangeiros, no primeiro ano da nova política de isenção de visto de trânsito por dez dias, segundo a Administração Estatal de Migração.

A abertura se soma a outras medidas de facilitação: a China passou a isentar brasileiros de visto em viagens de até 30 dias, regra que também vale para Argentina, Chile, Peru e Uruguai.

Além da modernidade, o destino aposta na cultura. As antigas tradições são passadas de geração em geração, e, em um centro de artesanato, os turistas podem aprender técnicas como a do corte de papel.

"A arte do corte de papel é um patrimônio imaterial da China. Sou a terceira geração da família a fazer esse corte de papel", conta a artesã Tushuin, que orienta os visitantes no manuseio delicado do material.

A memória histórica também está preservada em templos e monumentos. Um templo budista de 1.400 anos, relíquia protegida pelo Estado, segue aberto à visitação, com rituais de bênção por segurança e paz.

Já um mausoléu guarda os corpos de 160 imperadores, imperatrizes e familiares da dinastia Qing, a última do império chinês. O monumento, erguido com luxo e detalhes em pedras preciosas, chegou a ser saqueado, explodido e inundado após o fim do império, até ser recuperado nos anos 1970 e aberto ao público.

A ressignificação de espaços degradados é outro traço do polo turístico. Um parque hoje classificado no nível 5, o mais alto da escala do turismo chinês, já foi área de mineração e usina de carvão.

Com lago artificial e construções que replicam a arquitetura da fundação da cidade, o local atrai não só estrangeiros, mas também chineses em viagens domésticas — segmento que bateu recorde em 2025, com mais de 6 bilhões de viagens feitas por residentes do país.

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