A Câmara dos Deputados em Brasília foi palco de grande confusão nesta terça-feira, 9, com relatos de tumulto, empurra-empurra e agressão a jornalistas.
O deputado Glauber Braga (PSOL), que já está ameaçado de cassação, foi o pivô do caos. Ele ocupou a cadeira de Hugo Motta, o presidente da Câmara, pouco antes das 18h, em um protesto contra a decisão de pautar a votação de um projeto que reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe.
O presidente Hugo Motta determinou a retirada à força do deputado pela Polícia Legislativa e, em seguida, mandou cortar o sinal da TV Câmara. O acesso da imprensa e até de outros parlamentares ao plenário foi proibido.
Jornalistas agredidos e votação retomada
Houve mais tumulto na saída, onde jornalistas foram agredidos pela Polícia Legislativa.
O presidente da Câmara afirmou que determinou a apuração de possíveis excessos contra a imprensa e retomou a sessão logo em seguida.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais condenaram com veemência o cerceamento ao trabalho dos jornalistas que acompanhavam a sessão plenária da Câmara. As entidades destacaram que o impedimento do trabalho de jornalistas e o corte de sinal da TV Câmara são incompatíveis com o exercício da liberdade de imprensa.
Risco de cassação de Glauber Braga
A cassação de Glauber Braga, por quebra de decoro parlamentar, deve ir a plenário amanhã. O processo está relacionado ao seu envolvimento em uma briga com um militante de direita ocorrida em 2024.
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