A estrutura gigantesca que abrigou ministros, negociadores e representantes de quase 200 países para a Conferência do Clima (COP30) já começou a ser desmontada no Parque da Cidade, em Belém. Em meio a intensos impasses e discussões, a conferência, realizada na capital paraense, resultou em alguns pontos positivos importantes para o debate global.
Resultados positivos da Conferência
A COP30 trouxe resultados notáveis, principalmente no âmbito financeiro e na pauta de desinformação.
Financiamento Climático Destravado: Os países prometeram mobilizar o equivalente a R$ 7 trilhões em recursos até 2035 para o financiamento climático, o que corresponde a US$ 1,7 trilhão.
Amazônia em Destaque: O evento reafirmou a importância da Amazônia como protagonista no debate global sobre o clima.
Combate à Desinformação: Pela primeira vez na história das conferências do clima, o combate às fake news climáticas foi incluído na decisão final da COP.
Impasses e Desafios
O evento também enfrentou desafios e críticas. Um dos pontos negativos foi a menção da Organização das Nações Unidas (ONU), que criticou publicamente a infraestrutura do evento.
Além do "puxão de orelha" da ONU, houve um incêndio no pavilhão principal, que chegou a paralisar as negociações por um período.
Outro revés foi a principal pauta do governo brasileiro, que não avançou na plenária: o mapa do caminho. Este é um cronograma detalhado que visa a eliminação gradual dos combustíveis fósseis.
A discussão sobre os combustíveis fósseis foi travada principalmente por países produtores de petróleo, como Arábia Saudita, Índia e Rússia.
Mapa do Caminho será desenvolvido em ação independente
Para contornar o impasse, a presidência da COP30 optou por criar uma ação independente para desenvolver o mapa do caminho.
Essa iniciativa será conduzida durante a gestão do Embaixador André Corrêa do Lago, que se estenderá até novembro do ano que vem, quando será realizada a COP31, na Turquia.
André Corrêa do Lago afirmou que o trabalho não terminou com o encerramento oficial da conferência. Ele ressaltou que, nos próximos meses, o foco será duplo: “A COP acabou, mas não acabou... Uma das coisas que vai nos animar nos próximos meses vai ser esse exercício de desenvolver o mapa do caminho sobre a redução da dependência de combustíveis fósseis e também de como vamos acelerar o combate ao desmatamento”.
Os moradores de Belém e ativistas ambientais, por sua vez, ressaltam que o maior legado da conferência vem do povo da cidade, da voz da Amazônia, que se fez presente em todo o debate global.
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