Um coronel da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais, de 59 anos, foi preso em flagrante na noite desta terça-feira (5) acusado de importunação sexual dentro de um ônibus intermunicipal que fazia o trajeto entre Belo Horizonte e Juiz de Fora.
Pelo menos quatro mulheres relataram à polícia terem sido alvo de investidas e toques impróprios do oficial durante a viagem pela Zona da Mata mineira.
O caso e a dinâmica dos abusos
O ônibus havia deixado a rodoviária de Belo Horizonte com destino ao Rio de Janeiro, mas o trajeto foi interrompido após as denúncias de assédio. De acordo com os relatos prestados às autoridades em Juiz de Fora, o suspeito, identificado como Uelton José da Silva Baião, ocupava uma poltrona na parte traseira do veículo e começou a encostar repetidamente nas pernas de uma das passageiras, além de passar a mão em suas coxas.
Testemunhas confirmaram que o oficial trocou de lugar diversas vezes no interior do veículo para se aproximar de outras mulheres. A estudante Ana Clara Saraiva, uma das vítimas, relatou os momentos de pânico que enfrentou durante o percurso na rodovia.
Ele começou a se mexer bastante, fingia que estava dormindo e se mexendo, encostando o braço e abrindo a perna. Tirou o tênis também. Eu me senti muito desconfortável, fiquei com muito medo e decidi ir para os fundos. Quando cheguei lá, vi que havia várias cadeiras vazias, então entendi que ele estava com intenção ruim.
Prisão em flagrante e desdobramentos
Em Juiz de Fora, durante uma parada obrigatória, o homem tentou fugir do local, mas foi contido até a chegada da Polícia Militar. As vítimas prestaram depoimento na 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Juiz de Fora. O coronel da reserva foi preso em flagrante e vai responder criminalmente pelo crime de importunação sexual.
A Band não se cala
O Grupo Bandeirantes lançou a ação "Band Não Se Cala" para reforçar a conscientização e o incentivo às denúncias de agressões, estupros e feminicídios em todo o Brasil. A mobilização pretende engajar a sociedade no acolhimento às vítimas e no enfrentamento da impunidade.
Dados apresentados na divulgação mostram a dimensão da urgência do tema no território nacional. A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.
Dados apresentados na divulgação mostram a dimensão da urgência do tema no território nacional. A cada 30 segundos, uma mulher aciona a Polícia Militar para pedir socorro no país. Além disso, as estatísticas indicam o registro de um estupro a cada 6 minutos e um feminicídio a cada 6 horas no Brasil. O quadro expõe uma rotina marcada pelo medo, pela solidão e pelo silêncio das vítimas.
A campanha orienta a população a manifestar repúdio direto a qualquer tipo de agressor e a prestar apoio às vítimas. As orientações reforçam a necessidade de notificar os órgãos competentes ao presenciar ou suspeitar de episódios de agressão.
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