A Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais investiga o desaparecimento de mais de 200 armas apreendidas de uma delegacia em Belo Horizonte. Uma servidora foi presa, suspeita de envolvimento no desvio do armamento.
As armas sumiram de uma delegacia na capital, um imóvel que conta com cinco câmeras de segurança instaladas do lado de fora. A principal suspeita é a servidora administrativa Vanessa de Lima Figueiredo, de 44 anos. Ela era a única funcionária que tinha acesso à sala onde o armamento era armazenado.
O esquema de desvio foi descoberto após a apreensão de uma arma em uma ocorrência na cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Policiais constataram no sistema que essa mesma arma já havia sido apreendida anteriormente e deveria estar guardada na delegacia de Belo Horizonte.
A suspeita é que as armas desviadas tenham sido vendidas a grupos criminosos. As investigações da Corregedoria da Polícia Civil também incluem outros servidores.
Defesa e extensão da investigação
O advogado de Vanessa de Lima Figueiredo afirma que não há provas de que a servidora tenha saído com as armas de dentro da delegacia.
Marcelo Horta, presidente do Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil, ressalta que o desvio de um volume tão grande de armamento não aconteceu de um dia para o outro: "Um volume de armas tão grande não foi extraviado de um dia por outro. Com certeza, é um processo que vem acontecendo há mais tempo. Caberá à Corregedoria definir qual foi a extensão desse extravio, há quanto tempo isso está acontecendo e quem são os responsáveis".
A Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais trabalha para determinar a dimensão do extravio e identificar todos os envolvidos.
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