
Criança cai em piscina, irmão tenta resgate e pai evita tragédia em Alagoas
Reprodução/Jornal da Band
Um vídeo que circula nas redes sociais serve como um alerta urgente para os pais, especialmente durante o período de férias escolares. As imagens, captadas em Arapiraca, no interior de Alagoas, mostram o momento em que um menino, brincando perto da piscina, escorrega na parte rasa e, em poucos segundos, afunda na parte mais funda, já se afogando.
O irmão, percebendo a situação de perigo, entra na água para tentar puxá-lo, mas também acaba submerso. O pai aparece no local, não vendo os filhos de imediato, mas, ao perceber a situação, salta na piscina e consegue resgatar as duas crianças.
Após o susto, a família informou que reforçou a segurança na área da piscina. O caso demonstra como um instante de distração é suficiente para que acidentes graves aconteçam, sendo fundamental que os adultos monitorem e gerenciem o perigo, como destaca a passagem da repórter Kris de Lima.
Afogamento é a maior causa de morte acidental
Os dados sobre afogamento no Brasil são preocupantes. De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2023, mais de 70 mil pessoas morreram no país vítimas de afogamento. Uma grande parcela dos casos envolveu crianças e jovens com idades entre 10 e 19 anos.
Para evitar acidentes, principalmente no período de férias e início do verão, a supervisão de um adulto responsável é considerada fundamental.
A capitã do Corpo de Bombeiros, Luisiana Cavalca, ressalta a importância de um responsável que não ingira álcool. "As crianças têm que ter um responsável que não ingira álcool. Para que, se qualquer coisa acontecer, essa pessoa está responsável e consegue fazer o resgate dessa criança, ficar atento também a algumas atitudes inseguras, às vezes as crianças começam a pular nas piscina, podem ter algum tipo de ferimento grave", afirma.
A importância da natação e da tecnologia
Além da supervisão, o conhecimento em natação é um fator crucial. A professora de natação Desirée Dalia explica que o objetivo inicial é que a criança saiba se defender na água. "Num primeiro momento, o que a gente busca é a criança saber se defender. Então, se ela tem controle emocional, controle respiratório, se ela sai feito uma piabinha, inspira e sai de novo, ela está salva!", explica.
Recursos tecnológicos e equipamentos de segurança também podem contribuir para evitar acidentes. O professor de natação Vinícius Tapia menciona a possibilidade de usar sensores de presença. "Tem inclusive sensores de presença que você consegue colocar dentro da piscina que no momento que você não está utilizando a piscina você aciona, qualquer imprevisto, qualquer coisa que tenha ali, ele vai alarmar para você, seja no celular, no aplicativo, enfim", detalha.
Além disso, lonas e equipamentos que emitem alertas se alguém cai na água também são alternativas para aumentar a segurança da área de lazer.
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