Jornal da Band

Criminoso preso em SP deu golpe em mais de 50 mulheres por apps de namoro

A defesa de Matheus afirma que a prisão dele é ilegal e desproporcional aos fatos investigados

Roberta Scherer
ROBERTA SCHERER

14/10/2025 • 21:19 • Atualizado em 14/10/2025 • 21:19

Resumo

Estelionatário Matheus Rodelo Monteiro Machado foi preso em Santos após enganar cerca de 50 mulheres, utilizando seu falso perfil de herdeiro e estudante de medicina em aplicativos de relacionamento.

Vítimas, principalmente estudantes universitárias, eram convencidas a emprestar dinheiro para Matheus sob pretextos de emergências financeiras ou investimentos falsos, resultando em grandes prejuízos financeiros para as envolvidas.

Procuradora Nathalie Malveiro alerta sobre a importância de desconfiar de solicitações urgentes de dinheiro e pedidos que pareçam suspeitos, especialmente em novos relacionamentos iniciados online.

Estudante de medicina, herdeiro, usando carros importados e ostentando nas redes sociais. Mas era tudo mentira. Matheus Rodelo Monteiro Machado foi preso por estelionato e ameaça. Acusado de enganar cerca de 50 mulheres que conhecia por aplicativos de relacionamento.

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Depois do início do namoro e de ganhar a confiança das companheiras, começam os problemas financeiros. Era um cartão que não passava, um dinheiro urgente que pedia emprestado, falsos investimentos imperdíveis que oferecia para fazer em nome das parceiras. A maioria delas, estudantes universitárias.

“Amor, deixa eu te perguntar: você tem R$ 2.000 no PIX. Se você tiver e puder me mandar eu já consigo devolver para você amanhã tá bom?”, disse o criminoso.

A prisão do acusado foi em Santos, no litoral paulista. Segundo a investigação Matheus não tinha endereço fixo, vivia em carros alugados. Aí, quando uma vítima desconfiava, desaparecia e seguia para outra região do país.

A defesa de Matheus afirma que a prisão dele é ilegal e desproporcional aos fatos investigados.

De acordo com a procuradora Nathalie Malveiro, esse tipo de criminoso costuma mirar em mulheres vulneráveis que muitas vezes não denunciam.

“Desconfiar inicialmente desses pedidos de dinheiro, pedidos urgentes, coisas que precisam ser feitas hoje. Tudo isso tem que ser um sinal de alerta para as mulheres”, explicou Nathalie Malveiro, Procuradora de Justiça Criminal.

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