Jornal da Band

De palácios a estádios, Madri vive alta do turismo e dos negócios

Capital espanhola atrai latino-americanos como polo financeiro e cultural; Santiago Bernabéu recebe três em cada dez turistas que visitam a cidade

Giba Smaniotto
GIBA SMANIOTTO

09/05/2026 • 21:38 • Atualizado em 09/05/2026 • 21:38

Madri combina séculos de história com uma economia vibrante e se consolida como um dos destinos mais procurados do mundo. Da arquitetura imperial ao futebol bilionário, a capital espanhola transforma cultura e esporte em negócio – e brasileiros fazem parte desse fluxo crescente.

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O Palácio Real é um dos símbolos dessa grandiosidade, com 3.418 quartos que atravessam gerações. A poucos quilômetros do centro histórico, um moderno complexo financeiro concentra quase 20 mil trabalhadores por dia e atende empresas que usam Madri como ponte entre a União Europeia e a América Latina.

A cidade funciona, segundo moradores e empresários locais, como uma nova Miami. É destino não apenas para negócios, mas também para moradia de latino-americanos, incluindo muitos brasileiros.

A gastronomia também é atração à parte. O restaurante mais antigo do mundo em atividade nunca fechou desde sua fundação. Serve receitas de séculos atrás, como o clássico porco assado, preparado desde a inauguração da casa. O forno original de 1725 jamais foi apagado, uma tradição que atrai turistas do mundo inteiro e segue rendendo muito dinheiro à cidade.

Mas é o futebol que move multidões. O Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid, se tornou centro de entretenimento aberto todos os dias do ano, com tecnologia de ponta para proteger o gramado e receber grandes shows. Três em cada dez turistas que passam por Madri têm o estádio como destino final.

Para a especialista em turismo ouvida pela reportagem, o fenômeno tem explicação clara: as pessoas viajam em busca de experiências, e o turismo esportivo oferece exatamente isso.

Famílias brasileiras que visitam a capital espanhola incluem o tour do Bernabéu no roteiro como programa obrigatório. O pequeno Leonardo foi um deles e não escondeu a emoção ao imaginar a grandiosidade de um estádio daquele tamanho.