Jornal da Band

Dia dos presidenciáveis: Flávio depõe à PF e Lula manda recado a Trump

Senador entregou defesa por escrito em processo por calúnia enquanto Lula viajava ao Rio e demais candidatos cumpriam agendas pelo País

CAIÃ MESSINA

28/07/2026 • 20:03 • Atualizado em 28/07/2026 • 20:05

A rotina dos candidatos ao Planalto nesta terça-feira (28) foi marcada por respostas à Polícia Federal (PF), viagens estratégicas e a pressão de um partido pela definição de chapa.

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prestou depoimento por escrito à PF no processo que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação tem origem em uma publicação feita em 3 de janeiro deste ano, após a operação dos Estados Unidos que prendeu Nicolás Maduro na Venezuela.

Nas redes sociais, o senador afirmou que Lula seria delatado e citou crimes de tráfico internacional de drogas, armas e lavagem de dinheiro, além de associar o petista ao apoio a terroristas e ditaduras, com eleições fraudadas.

À PF, a defesa de Flávio sustentou que não houve atribuição de crime ao presidente da República, mas apenas uma previsão sobre ato futuro, além de uma referência às acusações contra Maduro.

O caso corre no Supremo Tribunal Federal (STF), que já havia dado 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre a conclusão da PF de que o senador cometeu o crime.

No campo eleitoral, o Republicanos avisou que aguardará até a semana que vem por um eventual convite para compor a chapa como vice e também avalia manter a neutralidade na disputa.

Flávio trabalha para ter uma mulher de alguma bancada do Centrão, mas tem encontrado dificuldades e pode ter de fechar uma chapa puro-sangue, sem integrantes de outras legendas. O prazo máximo para a definição é 5 de agosto.

Enquanto isso, Lula viajou ao Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do País e definido como estratégico pelo candidato à reeleição, que quer estabelecer uma margem maior de votos no Sudeste.

O petista esteve na carreta de saúde da mulher, no centro de radioterapia do Hospital do Andaraí, e participou de um encontro com a comunidade científica em Niterói.

Durante o evento, com a presença do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, Lula pediu que o chefe da OMS levasse um recado ao presidente dos Estados Unidos sobre o SUS.

"Quando você puder conversar com o presidente Trump, ele que anunciou que ia cortar a verba da Organização Mundial da Saúde, você diga para ele como é que um presidente de um país que não é rico como os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde que terá o presidente da República", afirmou.

Ronaldo Caiado (PSD) viajou para Brasília e Minas Gerais. Ele criticou a polêmica entre o presidente argentino, Javier Milei, e Lula, e afirmou que a crise entre os dois desvia a atenção dos problemas reais do Brasil.

"Isto tem um objetivo. Eles brigam pelo mesmo interesse, que é de não discutir os assuntos do Brasil, desviar o assunto, criar uma crise internacional em cima de uma eleição. Todos estão brigando pelo interesse da vaidade e do cargo. Ninguém está brigando pelo interesse do brasileiro", disse o candidato.

Romeu Zema (Novo) esteve no interior de São Paulo e na capital paulista, em encontros com aliados políticos e empresários. Já Renan Santos (Missão) não teve compromissos públicos.