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Defesa de Flávio cita 'investigação frágil' em caso de calúnia contra Lula

Candidato à Presidência teve adiado depoimento que estava marcado para esta terça-feira

Da redação
DA REDAÇÃO

28/07/2026 • 13:17 • Atualizado em 28/07/2026 • 16:47

A defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou junto à Polícia Federtal, nesta terça-feira (28), esclarecimentos por escrito sobre o suposto caso de calúnia do político contra o presidente Luiz inácio Lula da Silva (PT). Na opinião dos advogados, se trata de uma investigação "frágil" e carente de provas materiais.

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A investigação foca postagens feitas por Flávio na rede social X em janeiro de 2026, nas quais a Polícia Federal identificou "indícios concretos" de crime ao associar o presidente a atividades como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a terroristas.

Os advogados de Flávio, no entanto, argumentam que as postagens consistiram no compartilhamento de notícias verdadeiras acompanhadas de comentários que se inserem estritamente no contexto do debate político e da liberdade de expressão.

“O primeiro [comentário] era apenas uma previsão sobre algo que poderia ocorrer no futuro, sem atribuir ao presidente da República nenhum fato concreto. O segundo se referia a Nicolás Maduro [ex-ditador da Venezuela] e apenas repetia as acusações que a Justiça dos Estados Unidos lhe imputa formalmente”, afirma defesa em nota.

A calúnia, segundo o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, exige a atribuição de um fato específico e falso --o que não ocorreu no caso. --defesa de Flávio Bolsonaro

A defesa aponta ainda falhas técnicas no processo, destacando que o inquérito não foi instaurado por representação do suposto ofendido, mas a pedido de um terceiro, e que o próprio presidente Lula sequer foi ouvido.

Além disso, os advogados afirmam que todos os pedidos de prova para demonstrar a notoriedade do conteúdo foram negados pela Polícia Federal, o que faria com que o inquérito se resumisse a "capa e contracapa".

Depoimento adiado

O depoimento do candidato à Presidência, que havia sido designado pelo ministro Alexandre de Moraes para as 14h desta terça-feira (28), foi adiado e segue sem uma nova data definida. A oitiva é considerada de "especial relevância" pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para decidir sobre a eventual apresentação de uma denúncia formal.

A defesa também pediu que os esclarecimentos de Flávio sobre o caso sejam apresentados por escrito em substituição ao interrogatório. Diante da ausência do candidato ao depoimento na PF, Alexandre de Moraes determinou o retorno do inquérito à Procuradoria-Geral da República, que terá 15 dias para se manifestar.

O embate judicial ocorre em um momento de intensa movimentação política. Pesquisas BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) apontou Lula na lideranã para o primeiro turno da disputa presidencial, com 42% das intenções de voto, contra 33% de Flávio. A vantagem do petista oscilou positivamente 2 pontos percentuais, na comparação com pesquisa de julho.