Band Eleições

Moraes manda Flávio Bolsonaro depor à PF no caso de calúnia contra Lula

Pré-candidato associou a imagem do presidente Lula à do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que havia sido preso pelos Estados Unidos

Da redação
DA REDAÇÃO

07/07/2026 • 13:01 • Atualizado em 07/07/2026 • 13:06

Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência

Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência

REUTERS/Mateus Bonomi

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) preste depoimento à Polícia Federal em até 10 dias sobre publicações feitas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais.

Compartilhar

A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República após a conclusão do inquérito da Polícia Federal. A corporação investiga uma postagem realizada pelo senador em janeiro de 2026 na rede social "X", na qual ele associou a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que havia sido preso pelos Estados Unidos.

Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”

PF aponta crime de calúnia

No relatório final, a Polícia Federal afirma que Flávio Bolsonaro imputou falsamente ao presidente Lula a prática de crimes graves, como tráfico internacional de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro, ao sugerir que o petista seria delatado por Maduro em uma possível colaboração premiada.

“Fica claro, portanto, que o senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico".

O documento da PF ressalta que não restam dúvidas sobre a autoria da postagem, destacando que tanto manifestações públicas quanto a própria defesa do parlamentar confirmaram que ele foi o responsável pelo conteúdo. Com a decisão de Moraes, o processo retorna à Polícia Federal para a realização da oitiva do investigado, dentro do prazo estipulado pelo magistrado.