Jornal da Band

Eclipse solar total na Europa mobiliza cientistas e pesquisa espacial

Fenômeno permitiu medições inéditas na atmosfera e estudos detalhados sobre a coroa solar, fonte dos ventos que atingem a Terra

Sonia Blota
SONIA BLOTA

13/08/2026 • 19:53 • Atualizado em 13/08/2026 • 19:53

O eclipse solar total registrado na Europa nesta semana foi muito além do espetáculo visual para milhões de espectadores. O evento astronômico transformou-se em um vasto laboratório a céu aberto, reunindo pesquisadores empenhados em compreender melhor a influência do Sol sobre o nosso planeta.

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Ciência e Tecnologia em Ação

Diversas equipes de pesquisa aproveitaram os minutos de escuridão para realizar experimentos complexos:

  • Balões Meteorológicos: Lançados em várias partes da Europa, estavam equipados com sensores e câmeras para medir mudanças repentinas na atmosfera e variações na concentração de ozônio.
  • Missão da NASA: A agência espacial enviou um avião a 15 mil metros de altitude, partindo da Islândia, para coletar dados cruciais sobre a coroa solar.

Segundo os cientistas, a coroa solar é a fonte do vento solar e de todo o material ejetado pelo astro que eventualmente chega à Terra. Como o eclipse solar total bloqueia a luz intensa do Sol, ele oferece a única oportunidade real de observar e estudar detalhadamente essa região da atmosfera solar.

Onde e quando veremos o próximo?

Enquanto o mundo já se prepara para o próximo fenômeno, que ocorrerá em 2 de agosto do ano que vem e será visível no Oriente Médio — com cobertura total no Egito durante seis minutos —, o Brasil precisará esperar um pouco mais. O próximo eclipse solar total visível em território brasileiro está previsto apenas para 12 de agosto de 2045, com observação principal nas regiões Norte e Nordeste.