O eclipse solar total registrado na Europa nesta semana foi muito além do espetáculo visual para milhões de espectadores. O evento astronômico transformou-se em um vasto laboratório a céu aberto, reunindo pesquisadores empenhados em compreender melhor a influência do Sol sobre o nosso planeta.
Ciência e Tecnologia em Ação
Diversas equipes de pesquisa aproveitaram os minutos de escuridão para realizar experimentos complexos:
- Balões Meteorológicos: Lançados em várias partes da Europa, estavam equipados com sensores e câmeras para medir mudanças repentinas na atmosfera e variações na concentração de ozônio.
- Missão da NASA: A agência espacial enviou um avião a 15 mil metros de altitude, partindo da Islândia, para coletar dados cruciais sobre a coroa solar.
Segundo os cientistas, a coroa solar é a fonte do vento solar e de todo o material ejetado pelo astro que eventualmente chega à Terra. Como o eclipse solar total bloqueia a luz intensa do Sol, ele oferece a única oportunidade real de observar e estudar detalhadamente essa região da atmosfera solar.
Onde e quando veremos o próximo?
Enquanto o mundo já se prepara para o próximo fenômeno, que ocorrerá em 2 de agosto do ano que vem e será visível no Oriente Médio — com cobertura total no Egito durante seis minutos —, o Brasil precisará esperar um pouco mais. O próximo eclipse solar total visível em território brasileiro está previsto apenas para 12 de agosto de 2045, com observação principal nas regiões Norte e Nordeste.
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