Jornal da Band

Eleição legislativa na Argentina testa governo Milei em meio à crise e inflação

População argentina vota para renovar parte do Congresso Nacional; resultado definirá a força política de Milei para aprovar reformas nos próximos dois anos

Da redação
DA REDAÇÃO

25/10/2025 • 20:50 • Atualizado em 25/10/2025 • 20:50

A população argentina vai às urnas neste domingo (26) para a eleição legislativa de meio de mandato, em um pleito que servirá como termômetro para medir o apoio ao governo do presidente Javier Milei. O objetivo do chefe do Executivo é ampliar a bancada de aliados na Câmara e no Senado, visando garantir maior tranquilidade para aprovar novas medidas fiscais e reformas. A votação ocorre em um cenário de crise econômica, alta inflação e queda na popularidade do presidente.

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No Congresso Nacional, os eleitores definirão a composição de 127 cadeiras na Câmara dos Deputados – o equivalente à metade do parlamento – e escolherão 24 senadores, que representam um terço da casa.

O partido de Milei, A Liberdade Avança, é considerado frágil no Congresso, possuindo atualmente apenas 37 deputados e seis senadores. Essa fragilidade resultou, nas últimas semanas, na derrubada de vetos presidenciais a projetos de lei que aumentaram os gastos públicos.

O presidente Javier Milei ignorou o momento de baixa na popularidade e participou ativamente da campanha eleitoral. Em seu último comício, realizado na cidade de Rosário, ele defendeu as medidas de austeridade fiscal aplicadas por seu governo, citando os números da inflação, que está em torno de 30% no acumulado de 12 meses.

Cenário de crise e impacto social

Apesar dos cortes de gastos e da defesa da austeridade, as medidas aplicadas nos últimos dois anos reduziram o poder de compra da população. Quatro em cada dez argentinos vivem na pobreza. Mesmo com a política de cortes, o governo argentino precisou de um socorro financeiro dos Estados Unidos, em uma operação na qual o governo americano trocou US$ 20 bilhões por pesos argentinos.

Por conta desse contexto, a votação deste domingo é encarada como uma espécie de referendo do governo Milei.

Se seu partido sair vitorioso, o presidente garantirá maior força para aprovar a agenda de reformas proposta para o restante de seu mandato. Em caso de derrota para a Frente Peronista, Milei passará os últimos dois anos de mandato sem o apoio necessário no Congresso para fazer avançar suas propostas.

As últimas pesquisas divulgadas na semana passada mostram um cenário de disputa acirrada, com o partido de Milei e a Frente Peronista em empate técnico, ambos na casa dos 34% das intenções de voto.

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