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Bloquear enzima no corpo pode ser novo caminho para combater o colesterol ruim, diz estudo

Pesquisa da Universidade do Texas mostra que inibir a enzima IDO1 melhora a ação do sistema imune contra o acúmulo de gordura nas artérias; descoberta é promissora

FERNANDO DAVID

28/08/2025 • 19:54 • Atualizado em 28/08/2025 • 19:54

Colesterol

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Uma pesquisa da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, abre um novo caminho para o tratamento do colesterol alto, condição que aumenta o risco de infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs), responsáveis por três em cada dez mortes no Brasil.

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O estudo aponta que o bloqueio de uma enzima presente no corpo humano, chamada IDO1, pode ajudar o sistema imunológico a combater de forma mais eficiente o acúmulo de colesterol LDL, conhecido como "colesterol ruim".

O colesterol é uma gordura essencial para a formação de células e hormônios, mas em excesso, o LDL se torna um vilão. Ele forma placas de gordura nas artérias, um processo chamado aterosclerose, que dificulta a passagem do sangue e pode levar a eventos cardiovasculares fatais. A descoberta oferece uma nova estratégia que vai além dos tratamentos tradicionais, que se concentram em reduzir a produção de gordura pelo fígado.

A pesquisa americana foca na interação entre o colesterol e as células de defesa do corpo, os macrófagos. Em uma espécie de "batalha silenciosa", os macrófagos tentam conter o avanço das placas de gordura. O estudo concluiu que a enzima IDO1 atrapalha a ação dessas células de defesa. Ao bloquear a IDO1, os pesquisadores observaram que os macrófagos conseguem atuar com mais eficiência para eliminar o excesso de colesterol e, assim, evitar o entupimento das artérias.

Potencial e Cautela na Ciência

Especialistas analisam a descoberta como promissora, mas pedem cautela. O cardiologista Gustavo Duque explica que a estratégia teria um duplo benefício. "Seria a redução da inflamação no corpo, particularmente no endotélio, ou seja, nos vasos, e a outra é que afetaria diretamente também como os macrófagos, as células de defesa do nosso organismo, estariam agindo com relação ao colesterol", afirma.

No entanto, a pesquisa ainda está em fase inicial e não há previsão para o início de ensaios clínicos em seres humanos. A transformação dessa descoberta em um medicamento disponível nas farmácias pode levar anos.

Estudos anteriores mostram que a IDO1 pode atuar como um "agente duplo", ora favorecendo a formação de placas, ora apresentando um efeito protetor, o que torna a pesquisa ainda mais complexa.

Até que novos tratamentos surjam, a prevenção continua sendo a principal ferramenta contra o colesterol alto. A recomendação continua sendo a mesma: alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos, não fumar e manter os exames sempre em dia.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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