
Estudo aponta ligação entre apneia do sono e risco de Parkinson; entenda
Reprodução/Jornal da Band
Resumo
Uma pesquisa recente descobriu uma possível ligação entre a apneia do sono e o risco de desenvolvimento da Doença de Parkinson. O estudo analisou os prontuários médicos de mais de 11 milhões de veteranos das Forças Armadas americanas, que foram acompanhados por duas décadas, entre 1999 e 2022.
A análise demonstrou que as pessoas com diagnóstico de apneia do sono apresentam quase o dobro de chance de receber um diagnóstico de Parkinson em um período de até seis anos.
A apneia do sono é uma condição na qual as vias aéreas se fecham repetidamente durante a noite, o que interrompe a respiração e, consequentemente, reduz a oxigenação do cérebro. Os pesquisadores sugerem que cada queda no nível de oxigênio afeta o funcionamento cerebral, e a repetição desse efeito ao longo de anos pode contribuir para processos neurodegenerativos.
Benefícios do Tratamento com CPAP
O estudo também destaca um achado importante sobre o tratamento da apneia. As pessoas diagnosticadas com apneia que começam a utilizar o CPAP (sigla em inglês para Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas), um aparelho que mantém a via aérea aberta durante o sono, apresentaram uma redução significativa do risco de Parkinson.
De acordo com os autores da pesquisa, o uso do CPAP pode oferecer uma espécie de proteção adicional ao cérebro contra os efeitos da falta de oxigênio.
Os pesquisadores reforçam que a descoberta estabelece uma associação e não uma causalidade. Em outras palavras, não é possível afirmar que a apneia causa o Parkinson, mas que existe uma ligação consistente e um aumento de risco entre as duas condições de saúde. O estudo sugere que o tratamento eficaz da apneia do sono pode ser um fator de proteção contra o desenvolvimento de Parkinson, indicando a necessidade de novos estudos.
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