Jornal da Band

Estudo aponta que benefícios da creatina podem ser superestimados

Pesquisa não encontrou nenhuma diferença entre as pessoas que tomaram a dose recomendada do suplemento e as que não ingeriram nada

GIBA SMANIOTTO

10/04/2025 • 12:36 • Atualizado em 10/04/2025 • 12:36

Um novo estudo publicado na principal revista científica sobre nutrição humana apontou que os benefícios da creatina podem não ser tão significativos. O suplemento que promete melhorar o desempenho e o ganho muscular é usado principalmente pelas pessoas que praticam um esporte regularmente.

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A pesquisa acompanhou 54 voluntários de 18 a 50 anos em um treinamento de resistência de três meses e não encontrou nenhuma diferença entre as pessoas que tomaram a dose recomendada de creatina e as que não ingeriram nada. Os participantes dos dois grupos ganharam uma média de 2 quilos de massa magra.

O resultado do estudo acende um alerta e questiona se o uso da creatina não está sendo superestimado.

O que se sabe é que ela produz melhores efeitos em pessoas com níveis baixos da substância nos músculos, o que é comum em vegetarianos e veganos, já que o suplemento é encontrado na carne, no peixe e nos laticínios. Mas, além de ser encontrado em proteínas animais, a creatina, que é um composto de três aminoácidos, é produzida naturalmente pelos nossos rins, pâncreas e fígado.

Uma parte pequena dela vai para o cérebro e a maior parte é armazenada pelas fibras musculares, deixando quem consome com mais força e tônus muscular. Por isso muitos frequentadores de academias e atletas usam o suplemento para melhorar o desempenho.

O nutricionista Rafael Morais ressalta outros benefícios da creatina, como no processo cognitivo e na diminuição da incidência de doenças autoimunes.

Segundo a Anvisa, o ideal é ingerir três gramas de creatina por dia, mas a quantidade pode variar para cada pessoa

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