O governo dos Estados Unidos defendeu hoje a decisão do presidente Donald Trump de autorizar bombardeios contra alvos no Irã sem avisar previamente o Congresso, em meio a uma ofensiva que já deixou militares americanos mortos e afetou o tráfego aéreo no Oriente Médio.
EUA respondem a críticas no Congresso
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que “não existe nenhuma lei que obrigue o presidente a notificar os parlamentares” antes de ordenar ações militares.
A declaração respondeu às acusações de que Trump teria ignorado o Legislativo ao autorizar os bombardeios. A Casa Branca sustenta que a decisão foi necessária diante do que classifica como uma ameaça iminente por parte do Irã.
O Pentágono confirmou hoje que seis militares americanos morreram desde o início da ofensiva e que outros 18 ficaram feridos.
Trump fala em ofensiva de até cinco semanas
Em pronunciamento, Trump afirmou que a campanha militar pode durar entre quatro e cinco semanas, mas não descartou ampliar o prazo caso considere necessário.
Segundo o presidente, os ataques vão continuar até que, na avaliação dele, a ameaça representada pelo Irã seja totalmente neutralizada.
Voos seguem suspensos em Dubai e região
A reação do Irã afeta aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio. De Dubai, o jornalista Bruno Capozzi relatou que, no momento, a principal novidade é a liberação pontual de alguns voos.
O espaço aéreo na região permanece fechado desde sábado, e cerca de 2 mil voos já foram cancelados, causando impactos para passageiros e companhias aéreas.
Disputa pela sucessão no Irã
Enquanto isso, em Teerã, a sucessão do líder supremo Ali Khamenei segue indefinida. Khamenei nunca indicou publicamente um favorito para substituí-lo.
Entre os principais nomes citados estão o líder supremo interino, Ali Reza Karafi, e o chefe do Judiciário, Mohseini Ejei, ambos integrantes do Conselho de Transição.
Também aparecem na lista o clérigo Mohammad Marbe Gueri, conhecido pelo posicionamento fortemente anti-Ocidente; Mojtaba Khamenei, filho do líder, que controlava nomeações para a Guarda Revolucionária e não é visto desde os ataques; e Hassan Khomeini, neto do antecessor de Khamenei, o aiatolá Khomeini, associado a posições mais moderadas.
A Constituição iraniana prevê que um novo líder supremo seja escolhido em até três meses, mas o prazo pode ser alterado em razão dos ataques recentes ao país.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber
