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Exposição no Rio de Janeiro homenageia vida e obra de Vinicius de Moraes

Exposição "Por Toda Minha Vida" no Museu de Arte do Rio exibe mais de 300 peças, incluindo instrumentos musicais e manuscritos originais do artista

ÁDISON RAMOS

26/10/2025 • 17:00 • Atualizado em 26/10/2025 • 17:00

O Museu de Arte do Rio (MAR) inaugurou a exposição "Por Toda Minha Vida", uma homenagem a Vinicius de Moraes, um dos principais artistas brasileiros do século XX. A mostra reúne mais de 300 itens que fizeram parte da vida e da vasta obra do poeta, dramaturgo, cantor, compositor, jornalista e diplomata carioca.

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Muitos dos objetos estão sendo expostos ao público pela primeira vez. Entre as canções mais notáveis do "Poetinha" estão clássicos como Garota de Ipanema e Chega de Saudade. A exposição, que estará em cartaz até fevereiro, inclui uma série de itens inéditos que detalham a trajetória e a intimidade do artista.

Destaques da mostra e acervo pessoal

Alguns dos instrumentos musicais que pertenceram a Vinicius estão sendo expostos ao público no Rio de Janeiro pela primeira vez.

  • Um piano e um violão que foram usados pelo artista na composição de várias obras, como a série Afrosambas, parceria com Baden Powell, são peças centrais da mostra.
  • Outros objetos inéditos incluem a caderneta de telefones do poeta, que contém contatos de grandes nomes da música brasileira como Dorival Caymmi e Chico Buarque.
  • Um retrato feito pelo pintor Candido Portinari também está em exibição. O quadro era um item pessoal de grande valor para Vinicius, que o levava consigo em todas as nove mudanças de casa motivadas por seus divórcios.
  • Manuscritos com versões iniciais de sucessos mundiais, como a letra de Chega de Saudade, fornecem um mergulho na criação de suas canções.
  • O acervo conta ainda com o mapa astral do poeta.

Os visitantes também têm acesso a um espaço dedicado à ópera popular Orfeu da Conceição. A obra marcou a primeira parceria entre Vinicius de Moraes e Tom Jobim, e inspirou o filme Orfeu Negro, que venceu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1960.

O objetivo da exposição é traduzir em arte e objetos a poesia chamada Brasil que Vinicius de Moraes representou em seus versos, prosa e diálogos.

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