Jornal da Band

Família acusa hospital de realizar cirurgia não autorizada em bebê em SP

A confusão de procedimentos é atribuída a uma possível troca de pacientes

SANDRO BARBOZA

06/12/2025 • 11:16 • Atualizado em 06/12/2025 • 11:16

O Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo, é alvo de uma investigação policial após a família de um bebê de apenas três meses denunciar a ocorrência de um erro médico. A criança foi internada para um procedimento de retirada de um dedo a mais, mas acabou sendo submetida a uma cirurgia não autorizada.

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O bebê havia sido internado para a extração de um dedo extra em cada mão, condição conhecida como polidactilia. Erika, avó da criança, relata que o neto foi levado ao centro cirúrgico e retornou em pouco tempo, ainda com os dedos extras.

A orientação médica, no entanto, era para que a família colocasse uma gaze sob a língua do recém-nascido em caso de sangramento. Foi neste momento que os pais identificaram que o bebê havia passado por uma outra cirurgia, realizada sem o consentimento da família.

Confusão de pacientes e justificativa médica

A confusão de procedimentos é atribuída a uma possível troca de pacientes. No mesmo horário em que o bebê estava no hospital, outra criança com o mesmo sobrenome estava internada, mas para a remoção do freio da língua, procedimento que o bebê de três meses acabou realizando.

Devido ao erro, o recém-nascido teve que retornar ao centro cirúrgico para a realização da cirurgia inicialmente prevista, que era a extração dos dedos.

A médica Elisangela Soares, questionada sobre a situação, alega que a cirurgia na língua foi realizada em "caráter preventivo". Essa mesma justificativa é apresentada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Em nota oficial, a SMS afirma que a equipe cirúrgica do Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo identificou a necessidade da operação na língua, além da retirada dos dedos. Segundo o órgão, todos os procedimentos foram realizados para garantir a melhoria da saúde do bebê.

A família, no entanto, não aceita a versão apresentada pela médica e pela Secretaria de Saúde. Os pais registraram um boletim de ocorrência acusando a profissional Elisangela Soares e o Hospital Ermelino Matarazzo de erro médico.