O clérigo Mojtaba Khamenei, filho do falecido Ali Khamenei, teria sido escolhido para assumir o posto de líder supremo do Irã. A informação foi divulgada por uma agência de notícias ligada a grupos de oposição ao regime iraniano, embora a imprensa oficial de Teerã ainda não tenha confirmado formalmente a sucessão.
Escolha pela Assembleia de Peritos
A decisão teria partido da Assembleia de Peritos, um colegiado formado por 88 aiatolás responsáveis pelas decisões de mais alto nível na teocracia iraniana. Mojtaba, que possui 56 anos, é uma figura de forte influência nos bastidores do poder e conta com importantes alianças estratégicas:
O religioso possui ligações estreitas com a Guarda Revolucionária Islâmica, principal força militar e ideológica do país.
Mojtaba também mantém proximidade com a rede paramilitar voluntária Basij, fundamental para o controle social e a repressão interna.
Resistência à sucessão familiar
Apesar da suposta escolha, a transferência de poder de pai para filho é um tema sensível e enfrenta resistência entre os xiitas e dentro do próprio regime. A principal crítica reside na natureza da Revolução Islâmica de 1979, que foi motivada justamente pela derrubada de uma monarquia.
A perpetuação de uma ‘dinastia’ no cargo de Líder Supremo é vista por setores conservadores e progressistas como uma contradição aos ideais revolucionários que fundaram a atual República Islâmica. O processo de transição ocorre em um momento de extrema fragilidade, com o Irã enfrentando ataques externos e pressões populares por reformas políticas.
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