Jornal da Band

Flávio Bolsonaro critica Macron e fala de Lula em TV francesa

Em entrevista na França, senador atacou o governo de Emmanuel Macron e chamou o atual cenário brasileiro de "democracia não plena"; MDB articula vice de Lula

Beatriz Ferrete
BEATRIZ FERRETE

10/02/2026 • 20:48 • Atualizado em 10/02/2026 • 20:48

Em entrevista concedida ao principal canal de notícias de direita na França, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, teceu duras críticas à Justiça brasileira e ao governo do presidente francês, Emmanuel Macron.

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Durante os 30 minutos de conversa, o parlamentar afirmou que o Brasil não vive uma "democracia plena" e alegou que a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi orquestrada por "próprios inimigos".

O senador também utilizou o espaço para atacar diretamente o chefe de Estado francês. Flávio comparou a situação política dos dois países, afirmando que o Brasil não suportaria mais quatro anos de um governo de esquerda, enquanto a França não aguentaria o que chamou de "extrema incompetência" de Macron. No entanto, vale ressaltar que, pela legislação francesa, Emmanuel Macron não pode se candidatar a um novo mandato consecutivo.

Alianças na Europa e o acordo Mercosul-UE

A passagem de Flávio Bolsonaro pela Europa faz parte de uma agenda de encontros com lideranças da direita e extrema-direita do continente, após um tour pelo Oriente Médio. O senador registrou em suas redes sociais um encontro com a deputada Marion Maréchal, sobrinha da líder política Marine Le Pen.

Questionado sobre o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia — tema sensível para o agronegócio europeu —, Flávio defendeu o tratado. Para o senador, o acordo é um passo importante para a economia e não prejudicará os produtores rurais franceses, que têm liderado protestos contra a abertura de mercado nos últimos meses.

MDB articula vaga de vice na chapa de Lula

Enquanto a oposição se movimenta no exterior, o cenário político interno em Brasília indica mudanças na composição da chapa de apoio ao governo. O senador Renan Calheiros afirmou ter conversado com o presidente Lula sobre a possibilidade de o MDB ocupar a vaga de vice-presidente na campanha de reeleição.

Um dos nomes mais fortes para o posto é o do atual ministro dos Transportes, Renan Filho. A movimentação ganha força diante das sinalizações públicas do próprio presidente Lula, que indicou que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, terá um papel estratégico a cumprir nas eleições estaduais de São Paulo, abrindo caminho para uma nova composição na chapa presidencial.

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