Jornal da Band

França homenageia vítimas do maior ataque terrorista da história 10 anos após massacre de Paris

Ataques de 13 de novembro de 2015 deixaram 130 mortos em cinco alvos, incluindo o Stade de France e a casa de shows Bataclan

Sonia Blota
SONIA BLOTA

14/11/2025 • 01:22 • Atualizado em 14/11/2025 • 01:22

A França prestou homenagens às vítimas do maior atentado terrorista da história do país, ocorrido há dez anos, em uma Sexta-feira 13 que chocou o mundo. Nos ataques coordenados em Paris, 130 pessoas morreram em locais de diversão e esporte.

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Em 13 de novembro de 2015, cinco alvos foram atingidos em menos de uma hora.

O primeiro alvo foi o Stade de France, por volta das 21h20. Três homens-bomba se explodiram do lado de fora do estádio durante um amistoso entre as seleções de França e Alemanha. Quase simultaneamente, às 21h25, jihadistas abriram fogo em uma rua universitária.

Os risos nos restaurantes Petit Cambodje e Le Carillon foram substituídos por rajadas de bala, e o desespero tomou conta do quarteirão. O professor universitário brasileiro José Lira estava no local, jantando com alunos, e relatou o pânico: "Nós estávamos terminando o jantar, foi questão de segundos e logo os pratos, as mesas, as pessoas já estavam voando e o pânico geral se instalou, eu segui um fluxo de pessoas e corremos eternamente".

O Ataque ao Bataclan e as Consequências

Às 21h40, terroristas metralharam a plateia durante um show de rock na casa de shows Bataclan. Foi neste local que se concentrou o maior número de mortos, com 90 jovens perdendo a vida durante a apresentação da banda Eagles of Death Metal. O Bataclan se tornou um símbolo de dor para Paris, mas também de reconstrução.

O Estado Islâmico assumiu a autoria das ações, afirmando que os ataques eram uma resposta aos bombardeios realizados no Iraque e na Síria. O único dos terroristas envolvidos que ainda está vivo cumpre prisão perpétua.

A Mudança na Segurança Francesa

Desde o massacre, a França passou por mudanças significativas em sua política de segurança. O país implementou segurança reforçada, controles mais rígidos e vive em uma sensação constante de alerta.

Diversas leis antiterrorismo foram aprovadas, como a de Segurança Interna, que reforça o monitoramento digital e o controle de fronteiras. Além disso, militares passaram a patrulhar ambientes de grande aglomeração.

O advogado especialista em segurança Charles Chenut explica que a França desenvolveu um sistema complexo de luta contra o terrorismo, que inclui juízes, Ministério Público especializados, procedimentos derrogatórios e penas especiais.

Os dez anos do massacre foram lembrados com homenagens às vítimas e uma iluminação especial na Torre Eiffel.