A França prestou homenagens às vítimas do maior atentado terrorista da história do país, ocorrido há dez anos, em uma Sexta-feira 13 que chocou o mundo. Nos ataques coordenados em Paris, 130 pessoas morreram em locais de diversão e esporte.
Em 13 de novembro de 2015, cinco alvos foram atingidos em menos de uma hora.
O primeiro alvo foi o Stade de France, por volta das 21h20. Três homens-bomba se explodiram do lado de fora do estádio durante um amistoso entre as seleções de França e Alemanha. Quase simultaneamente, às 21h25, jihadistas abriram fogo em uma rua universitária.
Os risos nos restaurantes Petit Cambodje e Le Carillon foram substituídos por rajadas de bala, e o desespero tomou conta do quarteirão. O professor universitário brasileiro José Lira estava no local, jantando com alunos, e relatou o pânico: "Nós estávamos terminando o jantar, foi questão de segundos e logo os pratos, as mesas, as pessoas já estavam voando e o pânico geral se instalou, eu segui um fluxo de pessoas e corremos eternamente".
O Ataque ao Bataclan e as Consequências
Às 21h40, terroristas metralharam a plateia durante um show de rock na casa de shows Bataclan. Foi neste local que se concentrou o maior número de mortos, com 90 jovens perdendo a vida durante a apresentação da banda Eagles of Death Metal. O Bataclan se tornou um símbolo de dor para Paris, mas também de reconstrução.
O Estado Islâmico assumiu a autoria das ações, afirmando que os ataques eram uma resposta aos bombardeios realizados no Iraque e na Síria. O único dos terroristas envolvidos que ainda está vivo cumpre prisão perpétua.
A Mudança na Segurança Francesa
Desde o massacre, a França passou por mudanças significativas em sua política de segurança. O país implementou segurança reforçada, controles mais rígidos e vive em uma sensação constante de alerta.
Diversas leis antiterrorismo foram aprovadas, como a de Segurança Interna, que reforça o monitoramento digital e o controle de fronteiras. Além disso, militares passaram a patrulhar ambientes de grande aglomeração.
O advogado especialista em segurança Charles Chenut explica que a França desenvolveu um sistema complexo de luta contra o terrorismo, que inclui juízes, Ministério Público especializados, procedimentos derrogatórios e penas especiais.
Os dez anos do massacre foram lembrados com homenagens às vítimas e uma iluminação especial na Torre Eiffel.
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