
Museu do Louvre
Laura Stanley/Pexels
O Museu do Louvre, em Paris, enfrenta um novo escândalo após a descoberta de uma rede de fraude na venda de ingressos que gerou um prejuízo estimado em R$ 61 milhões. Nove pessoas foram presas sob suspeita de integrarem o esquema, incluindo dois funcionários da instituição, guias turísticos e o suposto organizador da operação.
A investigação teve início em 2024, após uma denúncia apresentada pela própria administração do museu. O esquema consistia na reutilização de ingressos de visitantes por guias chineses, que chegavam a inserir até 20 grupos de turistas por dia com os mesmos bilhetes.
Para viabilizar a entrada sem fiscalização, funcionários do museu eram subornados. Segundo o Ministério Público francês, a prática criminosa estendeu-se por cerca de dez anos e também foi aplicada no Palácio de Versalhes.
Problemas estruturais e segurança no museu
Além da crise financeira e judicial, o Louvre registrou problemas em sua infraestrutura nesta sexta-feira. A galeria Denon, que abriga pinturas valiosas dos séculos 16 e 19, foi atingida por um vazamento de água. Este é o segundo incidente dessa natureza registrado em um intervalo inferior a três meses, acendendo o alerta sobre a conservação do acervo.
A sequência de crises no museu mais visitado do mundo tornou-se pública em outubro do ano passado, quando ocorreu o roubo de joias da coroa francesa. As peças, avaliadas em meio bilhão de reais, ainda não foram recuperadas pelas autoridades.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

