Jornal da Band

Fraude milionária em ingressos e vazamento de água atingem Museu do Louvre

Esquema de reutilização de ingressos durou dez anos e envolveu o Palácio de Versalhes; museu em Paris também registrou vazamento em galeria valiosa

Da redação
DA REDAÇÃO

13/02/2026 • 20:25 • Atualizado em 13/02/2026 • 20:25

Museu do Louvre

Museu do Louvre

Laura Stanley/Pexels

O Museu do Louvre, em Paris, enfrenta um novo escândalo após a descoberta de uma rede de fraude na venda de ingressos que gerou um prejuízo estimado em R$ 61 milhões. Nove pessoas foram presas sob suspeita de integrarem o esquema, incluindo dois funcionários da instituição, guias turísticos e o suposto organizador da operação.

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A investigação teve início em 2024, após uma denúncia apresentada pela própria administração do museu. O esquema consistia na reutilização de ingressos de visitantes por guias chineses, que chegavam a inserir até 20 grupos de turistas por dia com os mesmos bilhetes.

Para viabilizar a entrada sem fiscalização, funcionários do museu eram subornados. Segundo o Ministério Público francês, a prática criminosa estendeu-se por cerca de dez anos e também foi aplicada no Palácio de Versalhes.

Problemas estruturais e segurança no museu

Além da crise financeira e judicial, o Louvre registrou problemas em sua infraestrutura nesta sexta-feira. A galeria Denon, que abriga pinturas valiosas dos séculos 16 e 19, foi atingida por um vazamento de água. Este é o segundo incidente dessa natureza registrado em um intervalo inferior a três meses, acendendo o alerta sobre a conservação do acervo.

A sequência de crises no museu mais visitado do mundo tornou-se pública em outubro do ano passado, quando ocorreu o roubo de joias da coroa francesa. As peças, avaliadas em meio bilhão de reais, ainda não foram recuperadas pelas autoridades.