Jornal da Band

Fraude no INSS: investigação da PF encontra “caderno da propina”

Material foi encontrado em Brasília, no escritório do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’

TÚLIO AMÂNCIO

07/05/2025 • 19:43 • Atualizado em 07/05/2025 • 19:43

Novos detalhes do escândalo do INSS. Durante a operação que revelou os descontos ilegais nas contas dos aposentados, foi apreendido um caderno com anotações que podem ser propina paga a servidores da Previdência.

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O material foi encontrado em Brasília, no escritório do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS”.

Entre os registros, estão nomes abreviados como "Virgílio 5%" e "Stefa 5%", que, para a Polícia Federal, fazem referência ao ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Oliveira Filho, e ao ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanutto.

A investigação mostrou que o lobista movimentou mais de R$ 53 milhões em pagamentos feitos por entidades envolvidas nas fraudes. Desse montante, pelo menos R$ 17 milhões teriam sido repassados a ex-diretores do INSS

A PF também suspeita que os envolvidos no esquema levavam o dinheiro desviado dos aposentados para o exterior, incluindo paraísos fiscais.

Uma estimativa feita pela PF diz que cada passageiro poderia carregar aproximadamente R$ 5 milhões em notas de R$ 100, considerando uma bagagem de mão permitida a bordo do avião.

Outro investigado no esquema é domingos Sávio de Castro. De acordo com a PF, ele tinha relações com entidades suspeitas e aumentou o ritmo de viagens desde novembro de 2023, para lugares como Miami e Panamá.

A investigação mostra que pessoas ligadas a Domingos receberam mais de R$ 10,5 milhões de empresas intermediárias investigadas no esquema.

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