O deputado federal Glauber Braga, do PSOL, começou uma greve de fome na Câmara depois que o Conselho de Ética aprovou a cassação do mandato dele por quebra de decoro. Ele passou a noite no plenário 5 da Câmara, onde funciona a comissão de turismo.
“Eu vou permanecer aqui nessa sala, permanecer no congresso nacional até a finalização do processo, no dia de hoje eu já iniciei, porque eu tô o dia inteiro em jejum”, disse.
Glauber dormiu no chão, mas apoiadores levaram um colchão inflável e um edredom para esta madrugada. Ele tem tomado água, isotônicos, café, e está sendo acompanhado preventivamente pelo serviço médico parlamentar.
A cassação no Conselho de Ética foi aprovada por 13 votos a 5. Glauber Braga é acusado de expulsar da Câmara, em abril do ano passado, um militante do MBL aos socos e chutes, o que ele nega afirmando que foi agredido e se defendeu.
O deputado vai recorrer à Comissão de Constituição e Justiça, mas a palavra final é do plenário. A ação contra Glauber Braga não é a única na fila.
O caso há mais tempo na gaveta é o do deputado Chiquinho Brazão, preso acusado de ser um dos mandantes da morte de Marielle Franco. Desde agosto, a cassação está pronta para ser decidida, mas até o momento nada aconteceu. Mesmo preso há mais de um ano, ele continua com o mandato e recebe salário.
A expectativa na Câmara é que o processo de Brazão ande e que seja pautado junto com o de Glauber Braga.
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