
Esplanada dos Ministérios
José Cruz/Agência Brasil
O governo congelou mais de R$ 30 bilhões do orçamento, afetando ministérios importantes como Cidades, Saúde e Desenvolvimento Social. O decreto chega para tentar cumprir o limite de gastos e a meta fiscal.
E em meio ao aperto de cintos, pode vir mais bloqueio pela frente com a ameaça do congresso de derrubar o aumento do IOF.
Na tentativa de cobrir o rombo gerado por despesas e fechar o ano com as contas equilibradas, o governo congelou o orçamento de quase toda a esplanada. O único ministério que escapou foi o da educação.
São R$ 10,6 bilhões bloqueados, ou seja, só podem ser liberados caso haja redução de gastos. Os demais R$ 20,7 bilhões são verbas contingenciadas, só permitidas se a arrecadação crescer ao longo do ano.
As maiores contenções foram nos ministérios das Cidades, Defesa, Saúde, Desenvolvimento Social e Transportes. Os ministérios têm até a próxima sexta-feira (6) para apresentar quais programas serão atingidos. O das Cidades é responsável, por exemplo, pelo Minha Casa Minha Vida.
O corte também atingiu o Congresso: são R$ 7 bilhões em emendas de bancadas, que não poderão ser destinadas aos estados enquanto a medida estiver em vigor.
Ainda há o risco de mais cortes por causa da controvérsia envolvendo o aumento do IOF. O Congresso resiste à alta do imposto. O governo alega que caso a medida não seja aprovada pelos parlamentares, será necessário um bloqueio maior no orçamento.
E em nova ofensiva contra o governo, o presidente da Câmara, Hugo Motta, pediu à equipe econômica a suspensão imediata da incidência do IOF sobre o chamado "risco sacado".
É uma operação de crédito em que uma empresa antecipa o pagamento a seus fornecedores por meio de um banco, que assume o risco com base na solidez financeira da empresa compradora.
A nova pressão de Motta acontece antes mesmo do final do prazo de 10 dias dado ao Ministério da Fazenda para apresentar alternativas ao aumento do IOF.
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