Jornal da Band

Governo e Congresso discutem opções para equilibrar as contas públicas após polêmica do IOF

Uma reunião aliviou o clima de tensão entre o governo e Congresso depois da crise com o aumento do imposto

CAIÃ MESSINA

09/07/2025 • 20:54 • Atualizado em 09/07/2025 • 20:54

Uma reunião aliviou o clima de tensão entre o governo e Congresso depois da crise com o aumento do IOF. Os dois lados agora discutem alternativas para equilibrar as contas públicas.

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A avaliação depois do encontro entre os presidentes da Câmara, do Senado, líderes da base e ministros é que o diálogo entre o governo e o Congresso foi reaberto. Uma proposta ganhou o apoio do centrão e dos oposicionistas: rever benefícios fiscais para setores da economia.

O projeto que teve urgência aprovada nesta terça-feira (8) prevê uma redução gradual. De 5%, agora e mais 5% no próximo ano para que as áreas possam se adaptar aos poucos. Seriam cerca de R$ 60 bilhões a mais nos cofres públicos.

A equipe econômica avisou o Congresso que pretende enviar outro projeto mais detalhado, com calendário e setores afetados. Nesta quarta-feira (9), o ministro da Fazenda fez uma defesa pelo aumento do IOF.

Fernando Haddad escreveu: “o imposto da pessoa física não aumentou nem um centavo. A oposição precisa de informar e parar de mentir”. Em seguida, os oposicionistas reagiram.

“O governo deveria, além de arrefecer os ânimos, deveria fazer o dever de casa, aprovar uma reforma administrativa, reduzir os custos do governo", disse o deputado do PL Filipe Barros.

Outra saída para aumentar a arrecadação é o projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês. A ideia é usar parte da taxação sobre quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano para compensar a perda do IOF.

Tudo vai depender das negociações. Na reunião com os ministros, ficou acertado que as emendas de deputados e senadores serão repassadas rapidamente, principalmente as da saúde, que são maioria.

Nesta quinta-feira (10), Lula vai se reunir com os presidentes da Câmara e do Senado. Já no dia 15, representantes dos Três Poderes se encontram no Supremo para uma tentativa de consenso.

“Para nós é importante buscarmos resolver essa situação sem aumento de alíquota. É isso o que temos definido”, disse Hugo Motta.