Jornal da Band

Governo eleva piso salarial de professores para R$ 5.130 em nova MP

Com reajuste de 5,4%, novo valor para o magistério da rede pública entra em vigor imediatamente, mas depende de aprovação do Congresso Nacional

CAIÃ MESSINA

21/01/2026 • 20:59 • Atualizado em 21/01/2026 • 20:59

O governo federal oficializa o reajuste de 5,4% no piso salarial dos professores da educação básica da rede pública. A Medida Provisória (MP), assinada nesta quarta-feira, eleva o vencimento mínimo da categoria de R$ 4.800 para R$ 5.130 mensais. O índice aplicado garante um ganho real aos docentes, situando-se 1,5 ponto percentual acima da inflação registrada no período.

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A nova regra altera o cenário que se desenhava anteriormente. Sem a edição desta MP, o aumento para o magistério seria regido por uma norma antiga, o que resultaria em um reajuste inferior a 1%, equivalente a apenas R$ 18. Essa projeção anterior motivou críticas de sindicatos da educação, que pressionaram por uma valorização mais expressiva da carreira.

Impacto orçamentário e tramitação no Congresso

Embora o novo valor já esteja em vigor, a manutenção do piso salarial dos professores depende do Legislativo. O Congresso Nacional dispõe de um prazo de até 120 dias para analisar e aprovar o texto, sob risco de perda de validade da medida.

A aplicação do novo piso gera reações entre gestores locais. Estados e municípios são os responsáveis diretos por mais de 80% dos pagamentos dos profissionais da rede pública de ensino. Diante do impacto financeiro nas contas regionais, governadores e prefeitos argumentam que o cumprimento do reajuste exige um aumento proporcional no repasse de verbas da União.

O debate sobre o financiamento da educação básica ganha fôlego com a medida, uma vez que as prefeituras alegam dificuldades fiscais para absorver o aumento sem auxílio federal complementar. O Ministério da Educação, por sua vez, defende que a valorização é fundamental para a qualidade do ensino e atende a uma demanda histórica da categoria.

Repercussão e próximos passos

A medida é vista como um movimento estratégico para pacificar a relação com os sindicatos, que apontavam a defasagem salarial como um entrave para a atratividade da profissão. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) monitora a implementação nos estados, cobrando que o novo valor seja respeitado integralmente em todas as tabelas salariais.

Nas próximas semanas, o governo deve detalhar como será feito o apoio técnico e financeiro aos municípios com menor capacidade de arrecadação. O texto agora segue para as comissões mistas no Congresso, onde parlamentares devem discutir as fontes de recursos e a sustentabilidade do reajuste a longo prazo.

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